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Yngwie Malmsteen: «A paixão que sinto pela música tem de ser óbvia»

Yngwie Malmsteen conta tudo sobre o novo álbum “Parabellum”.

«Sou o tipo de pessoa que vive no momento. Queria que este álbum tivesse uma atmosfera alegre e espontânea.»

O nome Yngwie Malmsteen sempre foi sinónimo de excelência e, numa carreira com mais de 40 anos, o sueco sempre provou ser um artista único ao transcender o som da guitarra, desde o hard rock ao heavy metal, passando pelo notável neoclássico.

Com o novo álbum “Parabellum”, Malmsteen continua a oferecer todas as cores sonoras imagináveis através de 10 faixas dignamente assinadas por si. Mais focado do que nunca, partilha: «Tento sempre impulsionar-me em todos os álbuns que faço e tento coisas que são mais extremas do que anteriormente. Mas o que me ajudou desta vez foi não poder ir para a estrada por causa da pandemia. Significa que pude passar mais tempo em estúdio, tanto a compor como a gravar. Como estou geralmente em digressão – o que é excelente –, nunca tive o luxo de poder gastar muito tempo a trabalhar em música nova durante mais de 20 anos. Mas, de repente, não tive pressão nenhuma. E acho que o álbum beneficia disso enormemente.»

Com tanto tempo disponível, o processo podia ter-se arrastado em demasia para que tudo soasse mais pomposo e muito bem pensado, mas não foi o caso – Malmsteen continuou a ser quem é na hora de compor e gravar. «Sou o tipo de pessoa que não gosta de fazer take após take para uma música. Se alguma coisa não me agrada, então sigo em frente. Mas houve ocasiões com este álbum em que rejeitei algo porque achava que não prestava. Voltava dois dias depois, ouvia e questionava por que é que tinha achado que não prestava. Isso é a maravilha de teres tudo o que fizeste disponível no Pro Tools. Nada se perde. As coisas mudaram constantemente, [como] títulos e tempos. Foi tudo fluido. Ouvia uma parte que tinha feito para uma música específica e percebia que funcionava melhor se a transpusesse para outra música.»

Desta dezena de composições, quatro contêm vozes, mas nada disto foi planeado. «Gosto de ouvir o que fiz no carro», revela. «Às vezes dou por mim a cantar sobre aquilo que supostamente é um instrumental. É aí que percebo que a música precisa de vozes. O oposto também acontece.»

Por seu lado, em “Parabellum”, teclados não foram incluídos, mesmo que o pareça. «Posso assegurar que, por mais que pareça que há teclados, foi tudo feito por mim na guitarra. Mesmo o que parece uma introdução de piano na “Wolves at the Door” foi tocado na guitarra.» E como não podia deixar de ser, Malmsteen faz das suas ao incorporar influências clássicas precisamente neste que foi o single de avanço com referências a Paganini. «É tipo de coisa que gosto de fazer. É a minha maneira de lhe prestar homenagem. E aqui funciona muito bem na fluidez da faixa.»

Com data de lançamento a 23 de Julho de 2021, “Parabellum” – que significa ‘preparado para a guerra’ – personifica a actualidade de Malmsteen, conforme o próprio remata: «No fim, para mim, a paixão que sinto pela música que faço tem de ser óbvia. Sou o tipo de pessoa que vive no momento. Queria que este álbum tivesse uma atmosfera alegre e espontânea. Nunca pode soar como se tivesse sido ensaiado em demasia e tornado-se uma rotina. Espero que as pessoas ouçam o álbum do princípio ao fim. Gravei isto como uma peça de arte singular, não como se fosse uma colecção de 10 faixas que podes ouvir em qualquer ordem. Vejo este álbum com uma fluidez natural do princípio ao fim. Não é para ser cortado em pedaços. Quero que os fãs vivam o deleite que tive ao fazê-lo.»

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