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VIIHB: desaceleração musical

E da Holanda chegam os dommsters/stoners VIIHB, que descarregam riffs e blastbeats à velocidade da luz e não dão um segundo de piedade auricular aos ouvintes, tudo culpa da sua agressividade e rapidez. Ou, então, não!

Origem: Holanda
Género: heavy/doom metal
Último lançamento: “Cyanide Holy Night” (2019)
Editora: Will Riff For Food
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: João Correia

E da Holanda chegam os dommsters/stoners VIIHB, que descarregam riffs e blastbeats à velocidade da luz e não dão um segundo de piedade auricular aos ouvintes, tudo culpa da sua agressividade e rapidez. Ou, então, não!

«Os temas das músicas são sobre experiências pessoais, histeria em massa e eventos históricos.»

O que esperar: «Queríamos lançar um EP com três músicas atmosféricas e épicas de doom metal com uma produção vibrante à maneira dos anos 70.»

Conceito: «Os temas das músicas são sobre experiências pessoais, histeria em massa e eventos históricos. Doenças graves e experiências de quase morte, o Massacre de Jonestown e a caça às bruxas.»

Influências: «Somos influenciados por vários artistas de diferentes estilos musicais de várias épocas. Algo entre Sunn O))), Fleetwood Mac, Judas Priest e Bongripper.»

Review: Lento, pesado e deveras assustador é talvez a melhor forma de denominar o som dos VIIHB, que se situa algures entre EyeHateGod, Bongripper e até Weedeater (fora os screeches, bem entendido). No entanto, também ouvimos Melvins, Trouble, Black Sabbath e muitas outras bandas que aperfeiçoaram o género de som praticado por este grupo holandês. O sludge inicial de “Cyanide Holy Night” tomba para um cockrock nítido, percebendo-se tudo, desde a voz ao baixo. A meio, regressamos ao sludge e à dissonância típica deste género, mas a nitidez instrumental persiste, o que é muito agradável tendo em conta o género praticado e o uso e abuso da distorção, feedbacks e fuzz. É por essa nitidez que os VIIHB são perfeitos para dar os primeiros passos neste género e ir progredindo até às tendências mais místicas e até agressivas do género. Produção tipicamente roubada aos anos 70 e, ainda assim, muito clara. Perfeitos para destilar suor ao vivo ou para apreciar em casa, devidamente acompanhado s de qualquer “medicina natural”, são uma boa aposta para desenfastiar do mesmo som que ouvimos diariamente, repetidamente.

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