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Uada “Djinn”

Os riffs hipnóticos e quase épicos são o melhor de um álbum que merecia uma produção muito mais arrojada.

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Editora: Eisenwald
Data de lançamento: 25.09.2020
Género: black/heavy metal
Nota: 3.5/5

Os riffs hipnóticos e quase épicos são o melhor de um álbum que merecia uma produção muito mais arrojada.

Magníficos para uns, cópia de Mgła para outros (mais até pela estética de cara tapada do que propriamente pela música), o que é certo é que os Uada andaram nas bocas do mundo quando, em 2018, lançaram o segundo LP “Cult of a Dying Sun”, um álbum de black metal melódico, com pitadas de heavy metal, repleto de ritualismo e ocultismo.

Com tamanho sucesso no bolso, a antecipação por mais um trabalho foi crescendo, e eis que nos chega “Djinn”.

Sem grandes rodeios, “Djinn” é bastante diferente do anterior. Em primeiro, devido à abordagem post-punk logo na inaugural faixa-título e, em segundo, por causa de uma produção mais crua, mais vazia talvez e, infelizmente, menos atmosférica, o que torna os Uada menos musculados e menos densos especialmente nas partes velozes que tanto necessitam de uma robustez unida. A nova experiência auditiva acaba por se entranhar, mas nunca deixamos de pensar no que este “Djinn” seria se fosse mais compacto e coeso.

Porém, talvez dê para perceber tal abordagem, visto que, num terceiro ponto, “Djinn” inclui mais influências no heavy metal, seja em leads ou em solos. Se no disco anterior isso já era evidente, agora muito mais, o que dá à banda uma inclinação mais jovial ou feliz do que propriamente obscura e terrorífica (ainda que o haja) – algo que pode muito bem ir ao encontro do título: é que Djinn (ou Jinn ou Génio) é uma figura sobrenatural da mitologia islâmica associada ao Bem e ao Mal praticamente ao mesmo tempo. Portanto, esta dicotomia entre felicidade e lugubridade pode muito bem representar o tal confronto aqui dissecado musicalmente entre Bem e Mal.

Com 60 minutos de duração, serão as faixas de 14 minutos (“No Place Here” e “Between Two Worlds”) que nos oferecem uma melhor percepção do que é o som de Uada, tanto o do passado recente como o do presente. Longe de serem composições progressivas, é nelas que os riffs hipnóticos e quase épicos melhor entram em cena, tornando-se no melhor de um álbum que, teimamos, merecia uma produção muito mais arrojada.

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