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Type O Negative “Slow, Deep and Hard”: a beleza da infidelidade

Originalmente intitulado “None More Negative”, o primeiro álbum dos Type O Negative foi, na realidade, baptizado como “Slow, Deep and Hard”.

Lançado em 1991, pouco tempo depois da banda do Brooklyn se ter formado, as longas faixas divididas dentro de si em várias partes ainda incorporam elementos mais pesados de Carnivore, com esporádicas explosões de hardcore punk tempestivo, mas, olhando para o futuro que seria Type O Negative, também já são audíveis aspectos que se tornaram padrão na banda de Peter Steele, com doom e gothic metal fundidos numa sonoridade que arrebatou a música de cariz condenado neste início da década de 1990.

Em contraste às atmosferas soturnas, as letras são já neste disco, como sempre foram depois, um ingrediente altamente importante no conceito de Type O Negative. Em modo quase autobiográfico, “Slow, Deep and Hard” fala de relações acabadas, traições, raiva, ódio, matança, depressão e agonia, tudo embrulhado num manto de humor negro que se tornou a mais pura imagem de marca gerada por Peter Steele.

Numa carreira que se evidenciou por estar algumas vezes no centro de uma qualquer polémica, o grupo norte-americano começou bem com este primeiro álbum – a capa é nada mais, nada menos do que uma imagem desfocada de um pénis a penetrar uma vagina, o que lhe valeu uma entrada em oitavo lugar na lista das 10 melhores capas de sempre da Roadrunner Records em 2010.

Pedra angular lançada, o melhor ainda estava para vir em 1993 com “Bloody Kisses”, mas isso é outra história

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