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Turborider: selvagens ases do asfalto

O heavy metal clássico continua vivo em Espanha e prova disso é a banda recentemente criada que dá pelo nome de Turborider. Motas é também o que não falta!

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Origem: Espanha
Género: heavy metal
Novo lançamento: “Making Metal” (2020)
Editora: Metal Breed
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

O heavy metal clássico continua vivo em Espanha e prova disso é a banda recentemente criada que dá pelo nome de Turborider. Motas é também o que não falta!

«Os Turborider nasceram com o objectivo de se fazer o estilo savage heavy metal.»

Objectivos: «Queríamos gravar um álbum de classic heavy metal; clássico em relação à composição e ao som, que não fosse chato com as mesmas músicas e fácil de ouvir, que entre rapidamente à primeira audição. Quando as pessoas ouvem o nosso álbum, ouvem um álbum de classic heavy metal, mas com muita identidade, não somos o clone de nenhuma banda. Ouvirão um álbum original, como o de uma banda desconhecida dos anos 1980 que ainda não conheciam! Pelo menos, esse é o nosso objectivo com álbum “Making Metal”.»

Conceito: «Não há um conceito principal, porque é um álbum em que cada música trata de um tema (embora a temática da vida dos motoqueiros seja recorrente nas nossas letras). Temos letras que falam sobre o poder do heavy metal, traição, uma bruxa que te tenta envenenar com a poção do inferno. Histórias inventadas sobre acontecimentos estranhos na estrada, mulheres bonitas. Temos uma música que fala de Crom (o deus de Conan, O Bárbaro), histórias de caos na cidade. São coisas que emergem através da música, é a música que nos diz qual é o tópico a falar nas letras.»

Sonoridade e evolução: «Os Turborider nasceram com o objectivo de se fazer o estilo savage heavy metal e não houve evolução em relação a outros estilos, nem haverá. No dia em que mudarmos o estilo, o grupo deve mudar o nome, o que não significa que fazemos sempre o mesmo, nem que as músicas são todas iguais. Além disso, sempre procurámos torná-las muito diferentes umas das outras, mas sem deixar a essência selvagem dos Turborider.»

Review: Com três palavras apenas se explica os Turborider – heavy metal clássico. Os naturais de Múrcia nem se dão ao trabalho de disfarçar as influências que W.A.S.P., Cirith Ungol, Manowar ou Twisted Sister têm na faixa “Betrayer”. Se é bom, disfarçar o quê? E os Turborider são muito bons no género a que se dedicam: solos à guitar hero, voz aguda (e propositadamente agreste) até ao infinito, temas simples e orientados para a vida a cem à hora, sempre com as motos como pano de fundo.

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