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Transatlantic “The Absolute Universe – Forevermore”

Não há grandes dúvidas de que este é o derradeiro disco do supergrupo.

Editora: InsideOutMusic
Data de lançamento: 05.02.2021
Género: prog rock
Nota: 4.5/5

Não há grandes dúvidas de que este é o derradeiro disco do supergrupo.

O supergrupo de Neal Morse, Mike Portnoy, Roine Stolt e Pete Trewavas regressa a um recreio progressivo intenso e conceptualmente rico com o quinto álbum de originais “The Absolute Universe”. Tal como diz o título, este universo absoluto acaba por ser representativo do estilo e da inovação aplicados pelo grupo de disco em disco. A banda, famosa por compor regularmente faixas entre os 15-20 minutos, optou por um longa-duração que parece mais baseado no número de faixas do que na duração delas, com o tema mais longo a ter novo minutos e pouco.

Com acesso à edição extensa, a análise ao disco é feita com base na versão alargada de “The Absolute Universe”, a intitulada “Forevermore”. Este longa-duração aumenta a epicidade conceptual da grande maioria dos lançamentos anteriores que a banda produziu, contendo um conceito completo e abrangente, sobretudo focado em conceitos pessoais e emotivos, acoplando uma boa dose de momentos felizes e tristes, com altos e baixos de um universo em expansão. Instrumentalmente, como sempre, voltam a mais do que a confirmar o porquê de serem quatro dos melhores artistas da sua geração. “The Absolute Universe” é dividido em duas partes, com nove faixas em cada um dos lados. A primeira metade parece ser mais positiva e, instrumentalmente falando, mais motivadora, com grandes solos de guitarra e um enorme apoio de bateria por parte de Portnoy. De igual modo, os vocais são mais fortes e arrojados na sua maioria, com os temas “Overture”, “Heart Like A Whirlwind”, “Bully” e “The World We Used To Know” a representarem uma força progressiva muito interessante, variando do melódico ao instrumental e do pesado ao eléctrico. Pete Trewavas é o eterno homem dos bastidores, controlando todos os ritmos e compassos musicais de forma exímia, confirmando-se novamente como um dos três melhores baixistas do momento. Como referido, este quinto disco dá primazia à quantidade de faixas para completar o seu conceito, sendo que a narrativa é contínua, quase como se de uma viagem pelo universo se tratasse, explorando cada um dos confins terrenos e humanos. Uma das grandes vantagens deste álbum é a abertura, a interpretação de muitas das faixas, até mesmo de cada uma das partes que compõem o disco. “The Absolute Universe” poderá ser o derradeiro trabalho conceptual da discografia dos Transatlantic, não se cingindo a rótulos nem a truques de produção para embelezar um álbum que ainda vai a meio.

Sem grandes delongas, a faixa final da primeira parte do disco termina dando indicações de um final de viagem que será retomado na segunda metade. A quantidade de material fornecido pela banda é imenso, demonstrando o seu carinho pelo fãs e produzindo material para todos os gostos. A segunda parte contém mais baladas ou, pelo menos, faixas ambientais e espirituais apoiadas por uma base forte de rock progressivo com muito do que Neal Morse sabe fazer tão bem. Stolt e Trewavas brilham em “Owl Howl”, uma das mais brilhantes faixas desta viagem épica à solidão, esperança e alegria humanas.

“The Absolute Universe” espanta pela sua narrativa incrivelmente bem-estruturada que cria uma introspecção no ouvinte muito difícil de atingir. Não há grandes dúvidas de que este é o derradeiro disco do supergrupo – é um quinto álbum, mas denota-se uma ascensão qualitativa ou, pelo menos, conceptual muito significativa. As faixas são lentas, emotivas, pesadas e complexas envoltas num conceito espectacular e inteligente.

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