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Töxik Death “Sepulchral Demons”

Töxik Death apresentam sete temas muito equilibrados com uma estrutura assente no thrash old-school, à boa maneira das primeiras bandas de metal que absorveram a influência do punk a meio dos anos 80.

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Editora: HIgh Roller Records
Data de lançamento: 21.08.2020
Género: black/thrash/speed metal
Nota: 3/5

Töxik Death apresentam sete temas muito equilibrados com uma estrutura assente no thrash old-school, à boa maneira das primeiras bandas de metal que absorveram a influência do punk a meio dos anos 80.

“Sepulchral Demons” vive das intensas descargas eléctricas aplicadas do cóccix até ao pescoço numa jarda insana e imparável. Os mais românticos e apaixonados ou meramente obcecados com exibicionismos técnicos, perfeição ou beleza de estilo, esqueçam… Não percam tempo nisto. Os Töxik Death existem num universo paralelo, são puro sangue underground há quase 20 anos, apesar de até à data só possuírem um outro álbum na discografia, “Speed Metal Hell” (2014). Estoicamente, “Sepulchral Demons” serve apenas, e de forma exemplar, como um violento quebra-ossos, para passar o testemunho duma época sem falcatruas tecnológicas. A produção em modo roscofe fora de época revela uma opção eficaz e coerente. Para uma sociedade esquizofrénica, em que tanta gente se revela na descoberta tardia de que terá sido feliz sem o saber, talvez o segundo álbum dos noruegueses possa servir para reavivar os momentos de glória que deixou escapar.

Na pele de speed-thrashers ou metal-punk, em pleno 2020, haja quem nos injecte e represente uma boa meia-hora da melhor speedaria. O álbum oferece algum conforto na companhia destes speed-dealers do sector metalúrgico, num reencontro com velhos amigos e outros demónios resgatados da velha-guarda thrasher. Esta corrida proposta pelos Töxik Death é uma autêntica viagem ao passado. Uma gravação que faria todo todo o sentido em formato LP, para ouvir em duas partes. No primeiro lado contam-se quatro faixas: “Sepulchral Demons”, “Savage Nights”, “Malicious Assassin” (uma nova versão de um tema recuperado de 2012) e “Sadistic Sorcery”. É o lado que vai direito ao assunto, com uma sonoridade crua, dura, veloz e agressiva, num apelo ao headbanging descontrolado com horror-punk à mistura. Vira-se o disco e toca o mesmo, sem tirar o pé do acelerador, nem o dedo do gatilho. Apesar da batida com alguns breaks, continuamos num ritmo impiedoso, com as guitarras a disparar riffs e solos até ao limite, sob o palavreado demoníaco cuspido com a raiva de um velociraptor. “Morbid Divination” é o único tema que ao longo dos seus sete minutos consegue sair do modo casual-thrash e da influência punk reptiliana duns Exploited, Discharge ou GBH para um andamento mais arrastado e desmarcado do pulsar d-beat. É na passagem para os dois últimos temas – “Incantation of Annihilation” e “Undead Vengeance” – que o álbum ganha uma dinâmica diferente e abre espaço a uma cadência menos frenética, com mudanças de tempo mais frequentes.

Ao segundo álbum, os noruegueses Töxik Death apresentam sete temas muito equilibrados com uma estrutura assente no thrash old-school, à boa maneira das primeiras bandas de metal que absorveram a influência do punk a meio dos anos 80, como por exemplo as homenageadas no grafismo de capa: Slayer e Sepultura.

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