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Top 20: melhores álbuns de 2020 (Janeiro – Abril)

Melhores álbum de 2020 (Janeiro – Abril)

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Banda: Sons Of Apollo
Álbum: MMXX
Editora: InsideOut Music
Data de lançamento: 17.01.2020

«Desde instrumentais mais progressivos e pesados a um toque mais melodioso, os Sons Of Apollo conseguem fazer um segundo disco de estúdio que pode agradar a todo o tipo de fãs, desde os mais românticos aos mais intensos. Na verdade, nenhum dos membros esquece as suas raízes e atribui um pouco de si a “MMXX”, que surpreende pela complexidade, melodia e até pela épica faixa de mais de 15 minutos, “New World Today”. “MMXX” é um óptimo álbum, não se arrasta nem depende de um membro em particular, bem longe disso; este segundo disco tem um vigor que muitos achavam não existir após a estreia com “Psychotic Symphony”.» [João Braga, review completa]

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Banda: Porta Nigra
Álbum: Schöpfungswut
Editora: Soulseller Records
Data de lançamento: 17.01.2020

«Algures entre o black metal mais ortodoxo e o melódico, há toda uma atmosfera espessa que se rege essencialmente por magníficos leads de guitarra que grassam por todo o disco, do seu princípio ao seu fim. A abertura com “Die Kosmiker” é um ponto de partida que se augura vencedor com toda a sua toada melodiosa, mas sempre veloz (…). Num olhar geral, melancolia pode não ser a melhor expressão para se usar quando falamos deste álbum, mas austeridade assentará muito bem se ouvirmos faixas como a pesarosa e reflectiva “Die Augen des Basilisken”.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Atena
Álbum: Drowning Regret & Lungs Filled With Water
Editora: Indie Recordings
Data de lançamento: 24.01.2020

«Com “Drowning Regret & Lungs Filled With Water”, os Atena dão um passo em frente impressionante, tamanha é a paleta de cores sonoras presente neste disco. Donos de uma sonoridade exuberante e emocional, os nórdicos têm metalcore como base, mas abrem as comportas da criatividade ao incluírem deathcore pesado e brekado, ambiências electrónicas influenciadas em tonalidades da pop nórdica como Aurora, arranjos orquestrais que oferecem uma melancolia cinematográfica e vocais diversificados que vão do berro à voz limpa e ao rap.» [Diogo Ferreira, review completa]

https://www.youtube.com/watch?v=xoz2G7NPAbE

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Banda: Thy Catafalque
Álbum: Naiv
Editora: Season Of Mist
Data de lançamento: 24.01.2020

«Ouvir Thy Catafalque é sempre uma experiência única e cada vez que sai um disco deste projecto é certo e sabido que estará entre os melhores do ano sem grandes dificuldades. Sem ser propriamente alegre, “Naiv” é exótico, libertador e sedutor, três adjectivos que cunham a actualidade criativa de um multi-instrumentista que merece todas as vénias. Béla Bartók e Zoltán Kodály ficariam orgulhosos.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Ironsword
Álbum: Servants of Steel
Editora: Alma Mater Records
Data de lançamento: 24.01.2020

«O novo álbum contém, como é habitual, um elemento conceptual com uma narrativa nem sempre organizada, mas muito estruturada à volta de um tema comum. Não é fácil produzir um bom álbum de metal épico, até porque fica sempre a sensação de que falta algo; no entanto, “Servants of Steel” e os Ironsword apresentam todas as armas de ataque à indústria do género com uma sonoridade variada e poderosa e letras magníficas e portentosas que criam um ambiente verdadeiramente épico e bélico.» [João Braga, review completa]

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Banda: Sylosis
Álbum: Cycle of Suffering
Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 07.02.2020

«Numa altura em que muitos criticam o experimentalismo dentro do heavy metal, os Sylosis demonstram mais uma vez que não têm medo nenhum em combinar elementos musicais diversificados com vista à procura de um som cada vez mais próprio.» [Rodrigo Baptista, review completa]

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Banda: God Dethroned
Álbum: Illuminati
Editora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 07.02.2020

«“Illuminati” é possivelmente o disco mais melódico de God Dethroned e surge com uma veia experimental e fora-da-caixa que talvez não prevíssemos de caras, mesmo que existam álbuns como “The Toxic Touch” (2006) na colecção do grupo. Resumindo e concluindo, neste 11º longa-duração reina uma produção exímia que facilita a compreensão da sempre boa dicção de Henri Sattler (que se apresenta em notável forma com quase 50 anos), riffs variados e por vezes técnicos se atentarmos mesmo bem, solos espectaculares e uma bateria tão precisa como o fiel de uma balança bem calibrada.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Sepultura
Álbum: Quadra
Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 07.02.2020

«Não é fácil encontrar bandas com uma longevidade tão grande que consigam explorar diferentes conceitos, sobretudo no thrash metal, com um álbum conceptual que apresenta inovações inesperadas. Ora, para tal basta verificar o lado mais melódico deste longa-duração – a melódica “Agony of Defeat” expõe um Derrick Green incrível e um Paulo Jr. que deslumbra num registo que claramente o evidencia, e a surpreendente “Fear, Pain, Chaos, Suffering” (que até conta com um vocal feminino) apresenta um resumo muito breve das várias jornadas do ser humano numa realidade infelizmente tão contemporânea. “Quadra” pode muito bem ser o bebé de Andreas Kisser, tendo sido um dos trabalhos mais aprofundados e acarinhados pelo ele ao longo dos anos. O longa-duração consegue ter a capacidade de repetir a receita, ao mesmo tempo que a inova, modifica e recria.» [João Braga, review completa]

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Banda: Svart Crown
Álbum: Wolves Among the Ashes
Editora: Century Media Records
Data de lançamento: 07.02.2020

«“Wolves Among the Ashes” é o álbum mais versátil e dinâmico do colectivo de Nice e o interessante / intenso / sedutor resultado final dá razão à ambição que se obrigaram a ter quando pensaram neste disco. Os Svart Crown encontram-se num estado selvagem que a Century Media Records nem sequer pretende domar – é deixá-los à solta.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Demons & Wizards
Álbum: III
Editora: Century Media Records
Data de lançamento: 21.02.2020

«Como é característico de discos de metal progressivo, a diversidade é fundamental. Ora, tal acontece num longa-duração repleto de sons para todos os roqueiros e metaleiros, desde a intensa “Dark Side of her Majesty”, a melódica “Universal Truth” e a épica e essencial “Children of Cain”. Neste verdadeiro opus do metal progressivo, nada será igual! A temática volta a surpreender com narrativas perspicazes e diversos estilos musicais que vão prender o ouvinte da primeira à última faixa.» [João Braga, review completa]

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Banda: Blaze of Perdition
Álbum: The Harrowing of Hearts
Editora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 14.02.2020

«O agora quarteto mostra-se muito mais dinâmico e com mais ideias do que nunca, o que origina um álbum altamente atmosférico. Em mais detalhe, o que “The Harrowing of Hearts” nos oferece é uma constante e poderosa wall of sound em que apenas dois guitarristas lideram um exército de guitarras sobrepostas em camadas. Com a devida atenção, podemos mesmos verificar a existências de três e quatro camadas de guitarras em que cada uma desempenha um papel muito próprio. Se a base do black metal se manifesta nas malhas mais audíveis e em alguns leads entre o melódico e o dissonante típico desta banda, a desenvoltura criativa ouve-se através de feedbacks subtis e acordes monolíticos que preenchem como uma orquestra obscura.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Diabulus In Musica
Álbum: Euphonic Entropy
Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 14.02.2020

«Com “Euphonic Entropy” e um segundo filho, o casal Gorka Elso (teclados, orquestrações) e Zuberoa Aznárez (voz) abre assim um novo capítulo de uma vida que ainda tem muito para experienciar. Na verdade, “Euphonic Entropy” não é apenas mais um álbum de metal sinfónico, mas um registo de elevada intensidade que cruza metal e música clássica de forma apaixonante e impactante.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Regarde Les Hommes Tomber
Álbum: Ascension
Editora: Season Of Mist
Data de lançamento: 28.02.2020

«Por todo o disco, do princípio ao fim, os Regarde Les Hommes Tomber exibem uma clareza criativa e de direcção exemplares, como se pode ouvir nos riffs esmagadores da épica “The Crowning”. Acto contínuo, estes elogios serão também sentidos especialmente através da forma como contam uma história ao termos diversas secções que tanto enveredam por uma velocidade estonteante como tentam acalmar o êxtase através de segmentos menos céleres compostos por acordes dissonantes e drumming rolls hipnóticos, mesmo para perturbar, para se dizer que não há salvação, que o destino está traçado, que a ascensão duns será o exílio doutros.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Heaven Shall Burn
Álbum: Of Truth & Sacrifice
Editora: Century Media Records
Data de lançamento: 20.03.2020

«Ao longo dos anos, mais de 20 para ser preciso, o quinteto capacitou-se de inspirações verdadeiramente europeias, com alguns toques de sonoridades teutónicas e letras realmente sombrias. Sem quererem ser pretensiosos, apesar da ausência dos holofotes, os alemães produziram uma épica compilação de faixas que falam das crises actuais, da autocracia e de guerra, entre outros temas. Como reis do metalcore, “Of Truth and Sacrifice” lança-nos numa atmosfera de pânico e estado de emergência (tema por demais actual, infelizmente), tornando este álbum numa epopeia metaleira que não fica nada atrás dos grandes lançamentos dos últimos anos.» [João Braga, review completa]

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Banda: Igorrr
Álbum: Spirituality & Distortion
Editora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 27.03.2020

«Único, imprevisível, louco, vanguardista. Quatro palavras que não são atiradas para o ar ao calhas quando se fala de Igorrr, projecto do francês Gautier Serre que mistura metal, breakcore, ópera, barroco, música dos balcãs e, agora com o novo “Spirituality And Distortion”, também sons orientais. Quem já ouviu sabe do que falamos, quem já assistiu a um concerto (Entremuralhas 2015, por exemplo) saberá ainda melhor.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Wolfheart
Álbum: Wolves of Karelia
Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 10.04.2020

«Em mais um álbum de grande qualidade, os Wolfheart provam que o rótulo winter metal nunca fez tanto sentido como agora com “Wolves Of Karelia”.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: Benighted
Álbum: Obscene Repressed
Editora: Season Of Mist
Data de lançamento: 10.04.2020

«Desta vez, os franceses decidiram retomar as severas influências de hardcore que apresentaram em trabalhos como “Identisick” (2006) ou “Carnivore Sublime” (2014), e isso nota-se inicialmente na duração média de cada um dos 14 temas – só uns poucos ultrapassam a marca dos três minutos, já que os Benighted apostaram num som ainda mais agressivo ao misturarem grindcore com o death metal técnico e (ainda) com algum slam à mistura a que nos habituaram desde sempre. A mudança de percurso é bem-vinda quando pensamos que, de facto, é difícil manter os ouvintes atentos ao fim de três ou quatro músicas a soarem exactamente ao mesmo, o que também é capaz de ajudar a explicar a curta duração de cada faixa.» [João Correia, review completa]

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Banda: The Ditch and the Delta
Álbum: The Ditch and the Delta
Editora: Prosthetic Records
Data de lançamento: 17.04.2020

«O que o trio pretende fazer ao sludge é igual ao que pretendem fazer à vida: mudar, renovar, melhorar e encontrar alento para regozijo em tempos de mágoa e amargura.» [Diogo Ferreira, review completa]

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Banda: The Black Dahlia Murder
Álbum: Verminous
Editora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 17.04.2020

«Um álbum cheio de boas canções e muita pica, excelente, simples, envolvido por uma forte componente melódica, pela fantasia clássica de curtos solos, riffs precisos para o headbanging e uma dinâmica sustentada por mudanças de ritmo fluídas e alucinantes. As vocalizações ásperas e demenciais complementam o resultado final com a dose de agressividade e brutalidade desejada. Um miminho!» [João Rolo, review completa]

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Banda: Ulcerate
Álbum: Stare into Death and Be Still
Editora: Debemur Morti Productions
Data de lançamento: 24.04.2020

«Sem margem para qualquer erro, a novidade dos austrais oferece-nos um auge emocional que tanto é obsceno como sedutor – não é o fruto proibido o mais apetecido? Correndo-se o risco de soar tudo igual, devido especialmente à densidade de fundo, “Stare into Death and Be Still” é para se ouvir em isolamento e com uma atenção redobrada. Contudo, e para combater a paisagem de fundo pestilenta e espessa, a omnipresente guitarra lead actua na frente com esmerada devoção ao envolver-nos em melodias dissonantes e em espiral, originando assim criações pouco, ou nada, ortodoxas que estão muito em voga no panorama do black metal atmosférico e cósmico.» [Diogo Ferreira, review completa]

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