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Tomorrow’s Rain “Hollow”

Membros de Paradise Lost, Moonspell e My Dying Bride ajudam a dar vida à visão sombria de Tomorrow’s Rain no novo álbum “Hollow”.

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Editora: AOP Records
Data de lançamento: 11.09.2020
Género: death/doom metal
Nota: 4/5

Membros de Paradise Lost, Moonspell e My Dying Bride ajudam a dar vida à visão sombria de Tomorrow’s Rain no novo álbum “Hollow”.

A história do sexteto israelita de death/doom Tomorrow’s Rain torna-se um conto complicado repleto de lutas pessoais. Formaram-se como Moonskin em 2002 pelo vocalista Yishai Sweartz e pelo produtor Maor Applebaum, que mais tarde se mudou para LA, estabelecendo-se como um produtor de sucesso com uma lista diversificada de clientes, de Yngwie J Malmsteen a Mayhem. Sweartz permaneceu em Israel, tornando-se um promotor de sucesso. Com circunstâncias pessoais a levá-lo cada vez mais para longe da banda, foi no advento do seu 40º aniversário que finalmente coçou a comichão criativa com o lançamento de “Hollow”. É um disco cheio de tristeza. Lúgubre até ao fim, com riffs enormes e vingativos a permearem uma escuridão pesada.

Para uma banda relativamente desconhecida, as ligações profissionais de Sweartz foram úteis, obtendo uma impressionante lista de convidados. Aaron Stainthorpe de My Dying Bride adiciona o seu pesaroso timbre ao prolongado meandro de “Fear”, apenas para outro peso do gótico, Greg Mackintosh de Paradise Lost, adicionar a sua ameaça silenciosa a “In the Corner of A Dead End Street”, que, na sua transição de sinistro para enfurecido, também ostenta Sakis Tolis de Rotting Christ e Kobi Farhi dos compatriotas Orphaned Land, bem como um dos solos mais épicos de eriçar os cabelos que se ouvirão este ano.

As inspirações death/doom são representadas de maneira saudável em “Misery Rain”, com Fernando Ribeiro de Moonspell e Mikko Kotamäki de Swallow the Sun. Os convidados continuam a aparecer – Jeff Loomis no lick de “Into the Mouth of Madness”, Spiros Antoniou de Septicflesh no desespero claustrofóbico de “Hollow”… A lista continua. Contudo, os convidados não devem prejudicar o principal ponto de interesse de “Hollow”. É um testemunho não apenas da catarse, que o metal pode trazer para as lutas existenciais ao longo da vida, mas também fornece uma janela para o metal israelita como raramente é visto. Uma proposta única que consolida o valor de duas décadas de empenho musical.

Consultar artigo original em inglês.

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