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Thy Catafalque “Vadak”

Um álbum de Thy Catafalque é sinónimo de excitação, aventura, dramatismo e elegância – “Vadak” não é diferente, provando novamente a importância de Tamás Katái na história da música contemporânea.

Editora: Season of Mist
Data de lançamento: 25.06.2021
Género: avant-garde metal
Nota: 4/5

Um álbum de Thy Catafalque é sinónimo de excitação, aventura, dramatismo e elegância – “Vadak” não é diferente, provando novamente a importância de Tamás Katái na história da música contemporânea.

Génio humilde, Tamás Kátai é um dos músicos mais versáteis e inebriantes dos nossos tempos. Sem limites, o húngaro utiliza Thy Catafalque para oferecer ao mundo da música a noção de que nem tudo é preto e branco e que há muitos territórios para se percorrerem entre vários estilos.

A lançar álbuns desde 1999, cada um tem o seu conceito particular. Enquanto “Meta” (2016) dissertou sobre o ciclo da vida, “Geometria” (2018) explorou figuras geométricas, “Naiv” (2020) debruçou-se sobre a ingenuidade de se criar arte sem estudos académicos e o novo “Vadak” relaciona-se mais ao mundo selvagem numa lição sobre imortalidade, enfatizando-se a fragilidade partilhada entre homem e besta, uma exploração aos ensinamentos de Freud sobre o temor do derradeiro objectivo da existência que é a morte.

Tudo isto tem sido sempre feito entre metal (seja mais black ou mais prog), folk, jazz e electro – uma comunhão sem igual que faz de Thy Catafalque um dos projectos avant-garde mais sedutores de que há memória.

Mais equilibrado do que em tempos recentes, “Vadak” não é tão pesado como os primeiros álbuns, não é tão introspectivo como “Meta” e não é tão alegre como “Naiv”, encontrando-se assim num ambiente que acaba a cruzar todas as fases da banda. Se por um lado somos arrebatados pelos riffs e blast-beats do metal mais extremo, por outro subimos a patamares mais etéreos através de arranjos electrónicos com muitas reminiscências dos 1980s, incluindo-se assim uma ala retrowave no desenrolar de um disco que, como já é hábito, também exibe abordagens ao jazz e uma panóplia de convidados e instrumentos (duduk, dumbek, flauta, saxofone, riq, tabla, violino) que auxiliam Kátai a alcançar o topo da sua criatividade e posterior execução.

Apesar de não ser uma novidade plena para quem já segue Thy Catafalque há muitos anos e álbuns, sê-lo-á definitivamente para quem se encontra pela primeira vez com esta experiência sensorial húngara. Todavia, mesmo que estejas inserido no primeiro grupo, “Vadak” continua a demonstrar facetas imprevisíveis rumo a mais uma evolução artística de Tamás Kátai. Um álbum de Thy Catafalque é sinónimo de excitação, aventura, dramatismo e elegância – “Vadak” não é diferente, provando novamente a importância de Tamás Katái na história da música contemporânea.

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