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The Spectre Beneath: ventos de esperança

Do Cheshire chega-nos uma banda de power/prog metal clássico, mas com uma toada musical bastante negra e músicos de alto calibre. São assim os The Spectre Beneath.

Origem: Reino Unido
Género:  power/prog metal
Último lançamento: “The Downfall of Judith King” (2019)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: João Correia

Do Cheshire chega-nos uma banda de power/prog metal clássico, mas com uma toada musical bastante negra e músicos de alto calibre. São assim os The Spectre Beneath.   

“A abordagem da estrutura do álbum arrancou uma folha de um livro dos Overkill, em particular o disco “The Years of Decay”.”

O que esperar: «“The Downfall of Judith King” é uma colecção de faixas que o Pete escolheu inicialmente para outro projecto que nunca arrancou. Depois de arrecadar as músicas durante alguns anos, decidiu criar um novo projecto porque sentia que as músicas eram um pouco mais melódicas, mas muito bombásticas ao mesmo tempo, e achava que eram fortes de mais para as deixar a apanhar pó virtual no seu disco rígido. A ideia inicial era colocar as faixas numa demo para ver se elas funcionariam no todo, pois variavam de power metal rápido a músicas mais progressivas e longas.”

Conceito: “No que diz respeito às letras, o Pete prefere escrever contos, situações e também escrever sobre os seus filmes preferidos, muito como acontece com os Iron Maiden. Por exemplo, “Mrs. Lovett’s Pies” fala sobre a Sra. Lovett do conto Sweeny Todd, mas ela segue o esquema dele apenas para ganhar dinheiro suficiente para deixar Londres. “There are Cameras in the Dolls” é sobre uma IA que procura por um ser humano que nunca conheceu outro ser humano. Há uma peculiaridade nas letras, porque o Pete acha mais fácil escrever o que é essencialmente flash fiction através de letras de músicas, do que escrever sobre política, amor e ódio, etc… Outras bandas fazem esse tipo de coisas de forma muito melhor e se o Pete experimentasse fazê-lo iria soar a pouco convincente. Mas no centro de “The Downfall of Judith King” está a própria Judith King. O Pete tem toda a sua história delineada e um dos planos dele é escrever um álbum conceitual sobre a sua vida, mas, neste álbum, podemos ver um instantâneo, a sua queda e o traçar de um plano maléfico para se vingar.»

Influências: «Do ponto de vista musical, Megadeth, Iron Maiden, Helloween e Savatage influenciaram a composição principal em termos de energia, trabalho de riffs, harmonias, ritmo e o som geral grandioso. No entanto, a abordagem da estrutura do álbum arrancou uma folha de um livro dos Overkill, em particular o disco “The Years of Decay”. É um plano perfeito para escrever um álbum diverso, mas credível. Não há duas músicas no álbum que soem iguais, mas vão todas beber aos Overkill. Adiciona a isso uma overdose de excelentes bandas female fronted como Unleash the Archers, A Sound of Thunder, Frozen Crown e Unlucky Morpheus, grupos que exibem as coisas impressionantes que podem ser alcançadas com vozes femininas no metal, e acabas por obter os esquissos de The Spectre Beneath. Mas, na nossa opinião, o que diferencia os The Spectre Beneath são as vozes únicas da L. Lockser. A sua mistura eclética de influências significa que ela não fica presa aos padrões normalmente associados ao metal.»

Review: Dá esperança ouvir trabalhos como “The Downfall of Judith King”. Os ingleses The Spectre Beneath optaram por um género de música complexo e destinado a executantes maduros sem pestanejarem: Pete Worrall teve a ideia, inclui na sua visão as pessoas certas e assim nasceu uma banda que tem tanto de promissora, como de ambiciosa. “Mrs. Lovett’s Pies” confirma isto facilmente, pois tanto os solos épicos e inspirados de Worrall, como a voz preocupantemente bela da vocalista L. Lockser conseguem fazer levantar qualquer sobrolho de admiração. Inicialmente, nem parece tratar-se de um tema de power metal, mas de algo bem mais pesado. A produção adequadíssima acentua a voz de Lockser e o tipo de som praticado em geral, um misto que vai buscar referências ao thrash clássico e ao metal mais progressivo, caso de Savatage. Se isto é o primeiro trabalho da banda, queremos descobrir como ela estará no seu próximo trabalho, sem pestanejar.

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