#Guitarrista

Subsolo

The Devouring Void: Évora dos horrores

Num ano muito activo a nível de lançamentos, os portugueses The Devouring Void fecham 2020 com mais um EP. “City of Devora”, que se expande entre black e death metal, traz-nos uma versão obscura de Évora em que reinam as forças do abismo.

Publicado há

-

Origem: Portugal
Género: black/death metal
Último lançamento: “City of Devora” (EP, 2020)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp

Num ano muito activo a nível de lançamentos, os portugueses The Devouring Void fecham 2020 com mais um EP. “City of Devora”, que se expande entre black e death metal, traz-nos uma versão obscura de Évora em que reinam as forças do abismo.

«Esta cidade é governada por um rei que, apesar de fisicamente presente, está mental e espiritualmente preso, capturado no abismo pelo qual ficou fascinado.»

Novo trabalho: «”City of Devora” é nada mais, nada menos do que quatro temas construídos por gosto. Não há um objectivo a atingir com este lançamento, e o mesmo se pode dizer dos outros. Podemos dizer que foi feito por diversão durante os tempos atribulados da pandemia de 2020.»

Conceito: «Este álbum dá continuidade à narrativa que teve início no single “All Devouring Void”. Tem lugar na cidade de Devora, uma versão obscura de Évora (de onde somos naturais). Esta cidade é governada por um rei que, apesar de fisicamente presente, está mental e espiritualmente preso, capturado no abismo pelo qual ficou fascinado. Este sonho no vazio acaba por contagiar as pessoas mais próximas ao rei e abre a porta a uma série de entidades demoníacas que tomam a cidade, escravizando a população. Dentro das muralhas, os locais mais importantes são transformados em zonas de culto, os habitantes são usados como alimento para os rituais cujo objectivo é saciar a sede de sangue dos invasores. A condição da população fica directamente ligada à condição do governante que apodrece no trono, perdido, sem hipótese de voltar. Não há saída, a noite torna-se eterna. Na verdade, os rituais não saciam a sede destas forças demoníacas. Os rituais são, afinal, apenas uma forma de manter esta sede eterna, insaciável, servindo de motivo para os horrores que são praticados nas ruas da cidade.»

Evolução e influências: «Não acreditamos que tenha existido grande evolução do estilo que praticamos neste projecto. Diria até que se tem mantido muito perto do som original que se encontra no EP de estreia “The Devouring Void”. Na composição das músicas foi desde logo objectivo que não fossem usadas estruturas convencionais, no sentido em que é raro repetirmos a mesma secção. As influências são várias, desde a nova onda de black metal, um pouco de death metal e ainda uma pitada de post-metal/post-rock, principalmente nos leads de guitarra. As influências, sendo algumas mais aparentes e outras menos, abrangem vários estilos musicais. Por nenhuma ordem específica: Aklhys, Inquisition, Deathspell Omega, Ulcerate, Sinmara, Envy (Japão), Ekkaia, Tragedy e Artificial Brain.»

Review: Um dos aspectos mais atractivos ao ouvir-se temas como “The Vessel” passa pela produção abafada. Algo que tantas vezes é apontado como negativo, aqui funciona perfeitamente ao criar-se todo um vácuo e distância que noz faz imaginar o som a surgir sombriamente ao longo de um túnel escuro e húmido até aos nossos ouvidos. Rotulados como black metal – que o são, muito devido aos leads de guitarra -, os The Devouring Void também baseiam a sua sonoridade em abordagens ao death metal, o que oferece aos fãs e à própria banda uma certa versatilidade que deambula entre a frieza do primeiro subgénero e o peso contundente do segundo. Veremos o que 2021 nos reserva, mas para já parece bastante promissor!

Facebook

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021