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The Devil’s Trade “The Call of the Iron Peak”

“The Call of the Iron Peak” é realmente um chamamento de Dávid Makó, que tem neste longa-duração uma bela indicação da sua qualidade que vai parecendo estar em crescendo.

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Editora: Season Of Mist
Data de lançamento: 28.08.2020
Género: dark doom folk
Nota: 3/5

“The Call of the Iron Peak” é realmente um chamamento de Dávid Makó, que tem neste longa-duração uma bela indicação da sua qualidade que vai parecendo estar em crescendo.

“The Call of the Iron Peak” é o novo registo do multi-instrumentista Dávid Makó, o húngaro que criou um projecto a solo fortemente debruçado nas raízes do doom metal, com uma vertente muito folk. Este é mais outro longa-duração de qualidade, continuando um trabalho de estúdio iniciado em 2014. A componente mística e popular está sempre presente no esforço criativo deste artista que parece partir de uma posição de perda e solidão, passando muito desse sentimento pessoal para a sua música.

Ora, desta vez, Dávid Makó trespassa a sua emotividade pegando no conceito de Iron Peak, um local místico e misterioso, onde a paz eterna pode ser encontrada. A verdade é que tal lugar, muitas vezes explorado e pensado por The Devil’s Trade, directa ou indirectamente, acaba por se relacionar de forma exímia com este álbum. “The Call of the Iron Peak” é exactamente um chamamento à solidão da paz e à separação de tudo o efémero na vida, com problemas, perdas e desesperos. O álbum é estruturalmente muito semelhante, nunca criando ondas artísticas muito elevadas – aliás, o disco é caracteristicamente lento, sombrio e saudoso, possibilitando a formação de um ambiente pessoal e introspectivo. Por isso mesmo, os fãs de slow/depressive doom poderão ver, neste novo álbum dos The Devil’s Trade, um escape milagroso para as tristezas emotivas tão bem transmitidas por este artista.

Dávid Makó tem um passado no metal, mas reestrutura-se com este grupo acústico, desesperadamente, tentando encontrar um fim artístico para os seus objectivos. As faixas divulgadas, como “Dead Sister” e “Három Árva”, são referências obrigatórias para o doom/folk tão bem executado. No entanto, de referir a dinâmica e pesarosa faixa homónima que termina um álbum que consegue ter em “No Arrival” e “Eyes in the Fire” belas passagens de um conceito que, apesar de interessante, acaba por não trazer nada de muito novo. Mesmo assim, “The Call of the Iron Peak” é realmente um chamamento de Dávid Makó, que tem neste longa-duração uma bela indicação da sua qualidade que vai parecendo estar em crescendo.

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