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Suffering Souls: almas em chamas

Projecto veterano do black metal germânico, Suffering Souls regressou aos discos após um silêncio de 10 anos. Com “In Synergy Obscene” somos possuídos por uma aura sinfónica de teores satânicos.

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Origem: Alemanha
Género: black metal
Último lançamento: “In Synergy Obscene” (2019)
Editora: Schwarzdorn Production
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Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

Projecto veterano do black metal germânico, Suffering Souls regressou aos discos após um silêncio de 10 anos. Com “In Synergy Obscene” somos possuídos por uma aura sinfónica de teores satânicos.

«Suffering Souls soa tão sinfónico e sombrio como uma tempestade negra vinda directamente do inferno.»

Percurso: «Após a pré-produção em Setembro de 2015, decidi deixar descansar o álbum. Em Novembro chegou o momento de ir até a um conhecido de longa data em Nuremberga, para um estúdio muito familiar, onde mais uma vez toquei todos os instrumentos do zero durante meses. Chegando ao Outono de 2016, comecei com as vozes, mas estava a faltar algo: as vozes que às vezes são ‘limpas’. Ao ouvir “In Synergy Obscene” agora, também queria experimentar vozes ‘normais’, com as quais acho que lidei muito bem, além de introduzir o auxílio de Joe Jones, um tipo de uma banda folclórica irlandesa. Escrever, organizar e gravar o álbum inteiro decorreu de Janeiro de 2010 ao Outono de 2017. Depois as faixas foram misturadas e masterizadas por mim durante cerca de nove meses, até meados de 2018, na minha cidade natal, Amberg, num estúdio local, o Musikomm.
Esperam-se nove músicas de black metal sinfónico no estilo habitual de Suffering Souls. A principal diferença para com os álbuns anteriores é que este será muito mais estruturado, cativante e com ritmo médio, mas ainda assim satânico e misantrópico.»

Conceito: «Como em todos os álbuns de Suffering Souls, trata-se de temas desumanos, satanismo, ocultismo e o fim da raça humana. Naturalmente, a morte e o demónio na sua forma mais bela e abominável, como o mundo merece.»

Evolução: «Quando fundei a banda em Outubro de 1994, ainda me encontrava muito na direção do death metal ao estilo do final dos anos 1980 / início dos anos 1990. Nos anos que se seguiram, continuámos a evoluir, e, em 1995, decidimos usar teclados e sintetizadores para dar à nossa música um carácter muito mais sombrio e místico. Agora, Suffering Souls soa tão sinfónico e sombrio como uma tempestade negra vinda directamente do inferno.
Brahms, Rachmaninov e eu, a calma, a solidão e o portador da luz. Essas são as influências básicas para Suffering Souls. Nada muda, prometo… Nada!
Parem o incesto norueguês, viva o black metal alemão!»

Review: Suffering Souls é o projecto de black metal sinfónico do multi-instrumentista Lord Esgaroth (Tobias Micko), e é impressionante a acumulação de funções (incluindo a voz limpa épica) e o resultado final do seu trabalho. Que o diga “The True Endless”, o testemunho da afirmação anterior e que acaba por ser um excelente tema dentro desse género. Produção imaculada à maneira dos Dimmu Borgir, mas com uma certa aura de Carpathian Forest, o que torna tanto o tema como o projecto ainda mais interessantes.

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