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Soulskinner “Seven Bowls of Wrath”

Sobrevive bem com a homogeneidade conseguida, com uma boa mão cheia de riffs e toda a experiência para criar momentos de frenesim que contrabalançam com outros mais lentos, sem cair num modo genérico e enfadonho.

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Editora: Xtreem Music
Data de lançamento: 11.11.2020
Género: death metal
Nota: 3/5

Sobrevive bem com a homogeneidade conseguida, com uma boa mão cheia de riffs e toda a experiência para criar momentos de frenesim que contrabalançam com outros mais lentos, sem cair num modo genérico e enfadonho.

Durante uma série de anos, ali durante os anos 1990, houve uma tendência para estabelecer alguns paralelismos entre alguns projectos undeground portugueses e gregos. De facto, eram anos em que as editoras estavam a procurar expandir os seus horizontes, saindo do triângulo anglo-germano-escandinavo, buscando algo de novo noutras paragens. Na linha norte do Mediterrâneo, o caldeirão do underground estava em alta ebulição e alguns selos editoriais olharam para esse filão como uma lufada de ar fresco. Viam em muitas das bandas algo de exótico, de diferenciador e a corrida para começar a garantir os préstimos desses projectos não tardou. Se por cá os exemplos são por demais conhecidos, na Grécia, os Necromantia davam cartas com os seus dois primeiros álbuns lançados pela Osmose, os Phlebotomy – que em 1995 passaram a designar-se como On Thorns I Lay (Holy Records) – ou então os casos de uns Rotting Christ ou Septicflesh com as mesmas editoras.

E o que é que esta conversa toda tem a haver com os Soulskinner? Fácil. Ao longo de mais de duas décadas de existência, carregam muita da essência do underground, tornando-os um dos mais bem guardados tesouros que ainda não foram arrebanhados e expostos às massas e à pressão do mercado, digamos. Não que haja algo de mal em ter maior visibilidade ou projecção mediática, até porque muitos projectos têm por objectivo chegar ao maior número de pessoas possível. Contudo, ao ouvir “Seven Bowls of Wrath” continuamos a sentir, para além da qualidade das composições, a abnegação do quarteto que, mesmo apesar de algumas mudanças no line-up, mantém a sua matriz intocada, presenteando-nos com uma dezena de temas com todo o feeling do death metal mais old-school, adicionando-lhe uns pozinhos de modernidade. Se o principal rosto por detrás desta máquina continua a ser Bill Zobolas, é verdade que este registo surge muito equilibrado em todas as suas dimensões, com prestações muito bem-conseguidas de todos os elementos, embora com a pecha na falta de alguns temas que ficassem a remoer na cabeça após um par de audições.

Sobrevive bem com a homogeneidade conseguida, com uma boa mão cheia de riffs e toda a experiência para criar momentos de frenesim que contrabalançam com outros mais lentos, sem cair num modo genérico e enfadonho.

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