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Sojourner “Premonitions”

O terceiro disco dos Sojourner convence pela amálgama de gamas e conceitos musicais que cativam qualquer sentimentalista.

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Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 08.05.2020
Género: folk/black/atmospheric metal
Nota: 3.5/5

O terceiro disco dos Sojourner convence pela amálgama de gamas e conceitos musicais que cativam qualquer sentimentalista.

Com os dois primeiros álbuns lançados pela editora de culto Avantgarde Music, os internacionais Sojourner (que se dividem entre EUA, Reino Unido, Itália e Nova Zelândia) deram o expectável salto para uma editora maior, sendo agora albergados pela sempre atenta Napalm Records.

Como uma tempestade, que nos causa respeito e medo pela sua fúria mas que nos faz olhar imparavelmente para a devastação sem hesitar, o novo “Premonitions” emana uma conjunção de agressividade e beleza através de metal folclórico e atmosférico carregado de camadas em cima de camadas compostas por guitarras, flautas e teclados. Assim, enquanto as flautas se apresentam proeminentes na faixa mais post-rock/metal “Eulogy for the Lost”, os teclados ajudam a pintar esta tela colorida durante praticamente todo o disco, com especial destaque para o tema atrás referido e para a última “The Event Horizon”.

Desejosos de nos oferecer toda uma soundscape repleta de emoção e paixão, os Sojourner empregam vastas doses de melancolia, como se pode ouvir em “The Apocalyptic Theater” e “The Deluge”, esta última que possui muitas semelhanças com o som dos portugueses Moonshade. Pelo meio, há ainda toda uma abordagem ao black metal mais amigável e contemporâneo em temas como “Fatal Frame”, uma composição melódica e atmosférica com Emilio Crespo a berrar a plenos pulmões enquanto é acompanhado por uma guitarra lead que evidencia um tom nostálgico. A meio do disco insere-se “Talas”, uma balada que, mesmo apresentando a etérea voz de Chloe Bray, não acrescenta nada ao álbum.

Em “Premonitions”, as luzes dos holofotes apontam sem pestanejar para toda a robusta wall of sound vislumbrada do princípio ao fim, para a guitarra lead de Mike Lamb, para a bonita interacção entre os berros de Emilio Crespo e a suavidade de Chloe Bray e, claro, para a produção geral. Por outro lado, com a intenção de se gerarem sentimentos nostálgicos, algo tristes e muito introspectivos, “Premonitions” peca pela falta de diversidade rítmica, conduzindo-nos numa passada que teima em ser demasiado mid-tempo ao longo de 56 minutos. Ainda assim, o terceiro disco dos Sojourner convence pela amálgama de gamas e conceitos musicais que cativam qualquer sentimentalista.

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