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Skinning “Homicidal Experimentations”

Os Skinning fecham 2020 com chave de ouro e com uma selvajaria implacável.

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Editora: Larvae Records
Data de lançamento: 12.2020
Género: death metal
Nota: 4/5

Os Skinning fecham 2020 com chave de ouro e com uma selvajaria implacável.

Mesmo a tempo de celebrarem mais um aniversário (gravaram e lançaram a primeira música, “Left to Die”, em Dezembro de 2011), os nortenhos Skinning editam o terceiro álbum “Homicidal Experimentations”.

Com um nome que nos conduz ao método de tortura por esfolamento, que deverá ser executado lentamente, os Skinning são tudo menos vagarosos na sua arte de criar de death metal. Aliás, como a press-release salienta, e bem, a banda de Guimarães só tem duas velocidades: rápido e mais rápido.

Ao longo de nove novas faixas, a música dos Skinning é comparável a uma metralhadora MG42 que não encrava e que devasta toda e qualquer carne, ou mesmo betão, que tenha o desplante de se apresentar à sua frente. Muito disto acontece devido à prática frenética e incessante levada a cabo por Luís Barosso no kit de bateria, um instrumento que, de forma mais incomum do que comum, surge com muita mais preponderância do que é habitual. Podemos mesmo dizer que Luís Barroso rouba todos os holofotes com os seus blast-beats imparáveis e fills que entram no ouvido para ficar. Pode não ser a banda mais rodada do país e pode até nem ser o primeiro exemplo do death metal português quando o tema de conversa é esse, mas louros lhe sejam oferecidos: Luís Barroso é um dos melhores bateristas que Portugal tem no seu prolífico underground.

Na sua companhia encontramos Vítor Lopes, que se divide entre guitarra e voz. Neste departamento, que é tantas vezes a ponta-de-lança de uma banda, o músico cumpre com exatidão e noção do que é trabalhar para a equipa. Se Luís Barroso domina o campo de batalha com os seus movimentos destrutivos, Vítor Lopes complementa tudo com os seus guturais sádicos e autoritários ao mesmo tempo que, com a guitarra, assina riffs que farão as delícias de fãs de bandas como Morbid Angel e Vader.

À semelhança de Unfleshed, os Skinning fecham 2020 com chave de ouro e com uma selvajaria implacável. Por seu turno, a Larvae Records impõe-se cada vez mais como uma editora atenta e mais prática do que teórica.

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