#Guitarrista

Subsolo

Sacred Oath: regresso de quem nunca partiu

Origem: EUA
Género: thrash/power/prog metal
Último lançamento: “Return of the Dragon” (2021)
Editora: Angel Thorne Music
Links: Facebook | Bandcamp

Veteranos vindos dos 1980s, os Sacred Oath podem ser considerados uma banda de culto no enquadramento da cena pioneira do power/thrash/prog metal. Nos últimos 15 anos não têm parado de lançar álbuns e modernizam cada vez o seu som, como prova a novidade “Return of the Dragon”.

«O nosso objectivo era reinventar o nosso som e expandir ainda mais a abrangência da banda de forma criativa e em termos de performance.»

O que esperar e objectivos
Rob Thorne: «Quis produzir um álbum de heavy metal com som moderno e uma presença maciça da guitarra, mantendo uma ligação forte e óbvia com as nossas raízes dos 1980s. Adicionámos um terceiro guitarrista a este álbum e isso foi um grande factor. Perceberão que somos uma banda melódica e podem esperar ouvir muitos solos e harmonias de guitarra.»
Bill Smith: «O nosso objectivo era reinventar o nosso som e expandir ainda mais a abrangência da banda de forma criativa e em termos de performance. As pessoas terão uma surpresa, pois há uma diferença até certo ponto, mas continua a ser um álbum de Sacred Oath.»
Damiano Christian: «O meu objectivo era criar o meu próprio som ou voz, se assim quiserem, algo que me separasse dos outros músicos. Assim, não soarei como se estivesse a copiar outra pessoa. Queria o meu próprio estilo, um que as pessoas pudessem começar a associar ao meu nome. Acho que o consegui muito bem porque podem ouvir a diferença drástica entre o Rob, o Bill e eu. Tem de se tocar com sabedoria e estilo.»

Conceito
Rob Thorne: «Todas as letras têm como tema a natureza humana e a nossa incapacidade de escapar aos padrões do comportamento destrutivo, não importando o quão iluminados nos tornemos. O álbum foi composto durante o início da pandemia e após uma longa e controversa presidência de Trump nos EUA.»
Bill Smith: «As letras falam sobre a tentativa de se deixar um legado e perseverança enquanto continuamos a avançar através de todos os altos e baixos que encontrámos ao longo dos anos. Além disso, as músicas mencionam o fim de uma era no metal, falhas da humanidade e coisas assim.»

Sonoridade e influências
Rob Thorne: «A nossa estreia “A Crystal Vision” (1987) é considerada por algumas pessoas como um dos primeiros álbuns de power/thrash metal. Permanecemos nesse género durante 35 anos, mas certamente progredimos e modernizámos. Podem ouvir Megadeth e Queensrÿche no nosso ADN.»
Bill Smith: «Certamente, modernizámos o nosso som até certo ponto. As guitarras de sete cordas providenciam um toque moderno. Todos nós temos influências variadas. Pessoalmente, venho de um passado no death e black metal, embora ainda tenha um profundo apreço pela música dos anos 70, 80 e 90. As pessoas dizem que sou uma enciclopédia do metal, embora tenha algumas reservas em relação a isso. Acho que sei mais metal do que o típico metaleiro millenial…»
Damiano Christian: «As minhas inspirações musicais vêm de Randy Rhoads, Ritchie Blackmore, Eddie VanHalen e Vinnie Vincent, que ouvi muito enquanto gravava o novo álbum e também durante todos estes anos a tocar guitarra. Muitas das minhas partes tapping e whammy no disco foram inspiradas pelo Eddie e pelo Vinnie. Eu não queria tocar apenas padrões básicos. Para mim, trata-se de tornar tudo musical. O estilo de música clássica na minha forma de tocar vem de Rhoads e Blackmore. Comecei como pianista clássico quando tinha três anos, então ouvir pessoas como Rhoads e Blackmore a aplicarem música clássica no heavy metal com uma guitarra ajudou-me a estabelecer uma base e uma fundação para o tipo de músico que eu queria ser neste novo álbum.»

Review: É numa sonoridade que busca influências em Megadeth, Queensrÿche e Dream Theater que estes veteranos se têm posicionado nos últimos anos, especialmente com o álbum mais recente “Return of the Dragon”. Por um lado conseguimos ouvir guitarras thrashy, a relembrar temas de Dave Mustaine como “Tornado of Souls”, por outro exibem-se segmentos melodiosos e algo prog que bebem das primeiras experiências mais pesadas dentro desse subgénero durante os 1980s. Destaque ainda para a voz ampla e madura, bem como para outros momentos mais técnicos, sempre com ardor, protagonizados por solos de guitarra apaixonantes.

Facebook

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021