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Rites To Sedition: depois do degelo, novamente o regelo

O novo single que antecede o próximo disco dos Rites To Sedition prima por um black metal com influências norueguesas inquestionáveis, mas também com toda a melodia e virtuosismo do heavy metal clássico norte-americano, criando uma mistura pouco vulgar, mas impressionante.

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Origem: Estados Unidos
Género: black metal melódico/sinfónico
Último lançamento: ”The Archontic Force” (2019)
Editora: independente
Links: Facebook
Entrevista e review: João Correia

O novo single que antecede o próximo disco dos Rites To Sedition prima por um black metal com influências norueguesas inquestionáveis, mas também com toda a melodia e virtuosismo do heavy metal clássico norte-americano, criando uma mistura pouco vulgar, mas impressionante.

«Mantemos a música interessante com uma variedade mais melódica focada em contar uma história ricamente sombria.»

O que esperar: «O nosso último trabalho é um single que fará parte do nosso futuro longa-duração. Os nossos objectivos eram manter uma forte ligação à música que escrevemos para o tema desta faixa, refinando o nosso som e técnica. Os ouvintes podem esperar ouvir uma produção mais limpa, com mais atenção aos detalhes de cada instrumento individual e mais profundidade e clareza vocal.»

Conceito: «O conceito principal do nosso novo álbum focar-se-á no período pré-diluviano e na transição do Grande Dilúvio. Musicalmente e liricamente, quero capturar o clima extremo de uma desgraça iminente e de um mundo dizimado. Quero contar uma história épica do nosso passado antigo. Das músicas actualmente disponíveis do novo disco conta-se com “Within the Houses of Xibalba”, uma música sobre o submundo maia e os obstáculos a serem superados. O nosso último lançamento, “The Archontic Force”, fala sobre a ascensão e obsessão pelo poder, superado pela posse de forças das trevas. O nosso próximo registo será intitulado “Generations of Ea” e abordaremos o épico de Atrahasis, um rei e arquiteto que enfrentou o dilúvio dos deuses e, portanto, recebeu deles a imortalidade. Essas músicas e muitas mais conterão a grandeza do nosso próximo álbum.»

Influências: «Descreveria a nossa evolução sonora como menos sinfónica em geral e mais tecnicamente distribuída, incluindo teclas em secções e não em músicas inteiras ou não fazer tremolo picking em todos os riffs. Assim, mantemos a música interessante com uma variedade mais melódica focada em contar uma história ricamente sombria. Musicalmente, algumas grandes influências para mim são bandas como Old Man’s Child, Emperor, Dimmu Borgir, Covenant, Immortal, Stormlord, Vesterian, Mysteriarch, Enthean e Vordven.»

Review: Caso ouçamos “Within The Houses Of Xibalba” sem mais informações, podemos ser levados a cair no erro de pensarmos estar a ouvir uma banda de black metal melódico norueguês. É esta a escola dos Rites To Sedition: riffs viciantes e épicos, solos de guitarra da mais alta classe técnica, uma voz capaz de fazer descer a temperatura ambiente em 20 graus e uma bateria seriamente influenciada por um Hellhammer ou Bard Faust. A produção do single ainda não é definitiva, mas chega perfeitamente como teaser de apresentação. Imperdível para fãs de Dimmu Borgir, Covenant e Old Man’s Child, mas também para quem procura um som extremo mas com a melodia clássica do heavy metal americano.

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