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Reject The Sickness: death metal moderno e certeiro

Evolução é palavra de ordem nos Reject The Sickness, algo que se pode ouvir ao longo dos anos. O EP “The New Chapter” é um exame passado com distinção.

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Origem: Bélgica
Género: death/thrash metal
Último lançamento: “The New Chapter” (EP, 2019)
Editora: independente
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Evolução é palavra de ordem nos Reject The Sickness, algo que se pode ouvir ao longo dos anos. O EP “The New Chapter” é um exame passado com distinção.

«Amadurecemos muito, algo que podem realmente ouvir na nossa música quando se olha para trás.»

Último lançamento (EP): «“The New Chapter” foi composto com muitas contribuições do Zoran, o nosso novo guitarrista. Ainda que o resultado soe 100% a Reject The Sickness, este EP funciona como um ritual de maioridade durante o qual a banda moldou o seu som distinto. O som e o tom evoluíram de ‘quase apenas melódico’ para groovy death/thrash. Soamos mais duros, mais agressivos, mais groovy, e essa foi a orientação que procurávamos. Estamos satisfeitos com o EP.»

Próximo lançamento (LP): «Sentimos que precisávamos dessa mudança, e agora estamos a trabalhar num álbum. Vamos gravar novamente as três faixas que estão no EP e colocá-las no álbum. O novo disco será misturado no Project Zero, na Bélgica.»

Conceito: «As nossas letras são sobre adolescentes confusos e abusados, e sobre toda a raiva e emoções que andam de mãos dadas com esse terror. Enquanto vocalista, o meu trabalho como assistente social inspira-me a escrever histórias fictícias sobre jovens marginalizados e como eles voltam à sociedade e aos seus molestadores. Quando um ser humano sofre, os seus pensamentos costumam ser caóticos e os padrões de pensamento ficam confusos. No entanto, na maioria das vezes, as acções e retribuições ficam limitadas à imaginação porque a vítima está muito fraca, muito triste ou simplesmente desligada da sociedade.»

Evolução: «Fazemos música desde 2008. Ao longo dos anos evoluímos do death melódico e do metalcore para um death/thrash directo, moderno e melódico. Estamos em 2020, então isso significa que amadurecemos muito, algo que podem realmente ouvir na nossa música quando se olha para trás, há 10 anos. Podemos dizer com alegria que o nosso trabalho árduo valeu a pena.»

Review: Sendo a Bélgica um país rico em death metal, não será de estranhar que esta banda seja boa. Não é puramente death metal, mas por lá caminha, e apresentam-se também noções de metalcore. Temas como “Burning Soil” provam isso mesmo e mais, ao ouvirmos guitarras breakadas e leads melódicos em tremolo picking. Blast-beats também não faltam quando assim tem de ser. Depois de um segundo LP (2018), o EP “The New Chapter” (2019) antevê novos e maiores vôos para a banda que se divide entre a Flandres oriental e ocidental.

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