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Pyramaze “Epitaph”

“Epitaph” poderá figurar no top 3 dos Pyramaze, depois dos dois primeiros lançamentos de estúdio.

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Editora: AFM Records
Data de lançamento: 13.11.2020
Género: power metal
Nota: 3.5/5

“Epitaph” poderá figurar no top 3 dos Pyramaze, depois dos dois primeiros lançamentos de estúdio.

Este nome dinamarquês passou de estatuto de jovem banda promissora a banda consagrada, sobretudo no que respeita ao power metal progressivo. O grupo, já no seu sexto álbum de originais com um novinho em folha neste ano de 2020, chegou a contar com Matt Barlow nas fileiras antes de este retornar aos icónicos Iced Earth, sempre sem se esquecer a referência de “Legend of the Bone Carver” (2006), o disco conceptual que marca a carreira discográfica do quinteto dinamarquês.

Desta vez, o título escolhido é “Epitaph”, que, nem de propósito, se torna simbólico do momento sombrio que vivemos. Este sexto lançamento é uma mensagem positiva com uma forte narrativa muito bem estruturada e de dimensão magnânima, prolongando o legado carregado de um power metal muitas vezes mais progressivo do que básico. “Epitaph” é o registo mais melódico e poderoso dos Pyramaze, que se excederam buscando de volta os vocalistas Matt Barlow e Lance King, que já passaram por esta casa que está prestes a fazer 20 anos, juntamente com a presença de Brittney Slayes (Unleash the Archers) na faixa “Trascendence”. Neste longa-duração, existe uma aura conceptual muito focalizada em recontos de momentos trágicos, mas que aparentam ter uma mensagem positiva de força e esperança. Um belo exemplo disso são os temas “Indestructible”, “Bird of Prey”, “A Stroke of Magic”, já para não esquecer a épica “The Time Traveller”, uma poderosa odisseia que conta com o duo Barlow e King.

A verdade é que o álbum se torna num dos mais trabalhados portentos da discografia do grupo, bem como do género, com a maioria das faixas a ter mais de quatro ou cinco minutos de duração, simbolizando a intenção de produzir um longa-duração de narrativa rica com um apoio instrumental e vocal muito bem constituído, tornando-o num dos discos de referência de 2020. No entanto, existe mais progressivo, o foco é mais na bateria e em riffs mais cavalgantes com solos mais ríspidos. “Epitaph” poderá figurar no top 3 dos Pyramaze, depois dos dois primeiros lançamentos de estúdio. A performance de Terje Haroy é brilhante, superando-se desde a sua entrada, e uma honra a Morten Gade Sorensen, com composições de bateria complexas e estruturantes.

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