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Project Alcazar: guitarra ao som do crepitar ardente de Centralia

Veterano da guitarra, Chris Steberl tem em Project Alcazar o seu menino de ouro em que une shredding, neoclássico e prog. O norte-americano conta-nos tudo, desde a banda de covers ao top 10 nas tabelas de instrumentais e aos cheques pelos downloads das suas músicas.

Origem: EUA
Género: prog metal / rock
Último lançamento: “Lost in Centralia” (2020)
Editora: Guitar One
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Veterano da guitarra, Chris Steberl tem em Project Alcazar o seu menino de ouro em que une shredding, neoclássico e prog. O norte-americano conta-nos tudo, desde a banda de covers ao top 10 nas tabelas de instrumentais e aos cheques pelos downloads das suas músicas.

«Acho que mesmo os amantes da música que não tocam um instrumento podem desfrutar deste álbum tanto quanto os que são músicos.»

Último lançamento: «É um disco instrumental comigo nas guitarras e no baixo, o Caleb Hutslar nos teclados e o ex-baterista de Fates Warning, Mark Zonder. Queríamos tentar lançar um álbum instrumental que se concentrasse mais em temas melódicos do que num álbum cheio de shredding e arpeggios. Ainda se ouvem coisas assim nas músicas, mas não é o foco principal de maneira alguma. Acho que mesmo os amantes da música que não tocam um instrumento podem desfrutar deste álbum tanto quanto os que são músicos. Normalmente, escrevo as minhas músicas em formato de estilo vocal (entrada, verso, refrão, verso, refrão, ponte, solo, ponte, refrão, saída). Nem todas as músicas seguem isso, mas ajuda a desenvolver a melodia que pretendes que as pessoas cantem ou que fique nas suas memórias. Muitas das cenas shredding são muito rápidas e cada secção da música está repleta de notas que um ouvinte comum simplesmente não consegue acompanhar. “Cliffs of Dover” de Eric Johnson e “Summer Song” de Joe Satriani têm um trabalho incrível de guitarra, mas 80% provavelmente não entende o que se está ali a passar. Simplesmente soa bem e é cativante.»

Conceito: «O título foi baseado numa cidade da Pensilvânia chamada Centralia, onde uma mina subterrânea incendiou. Pelo que sei, continua a arder sob a cidade até hoje. O filme de terror “Silent Hill” também foi inspirado na história de Centralia. As outras músicas não têm nenhuma inspiração concreta, excepto “The Panic Hand”, que é uma história inspirada num livro de Jonathan Carroll. Escrevi-lhe a perguntar do que se tratava e ele disse que não havia nenhum significado especial. No livro, havia um jogo em que uma jovem queria jogar com um homem mais velho numa viagem de comboio. A minha suposição é que provavelmente era algo como o jogo das mãos quentes, em que colocas as tuas mãos em cima das da outra pessoa e tentas bater nelas antes que se consigam movr. É só um palpite. [risos]
Musicalmente, tento lançar música que agrade a toda a gente e não apenas aos músicos. Felizmente, obtive uma excelente reacção de músicos e ouvintes comuns de todo o mundo. É muito lisonjeiro ouvir isso dos fãs que me têm seguido desde 1999, quando carreguei a minha música pela primeira vez num site chamado mp3.com.
O meu disco “Reasons for a Decade” foi lançado antes da Lion Music graciosamente assinar um contrato comigo. Seis das sete músicas entraram no top 10 nas tabelas instrumentais. As músicas estavam a ser descarregadas aos milhares todas as semanas! Foi uma experiência alucinante. Eu não tinha ideia de que um ano depois o site iria enviar-me um cheque de mais de $3000 por aqueles downloads! Assim sei que todos esses downloads não eram apenas de guitarristas. [risos]»

Evolução e referências: «Originalmente, Alcazar começou com um vocalista e era uma banda de covers. Nunca encontrámos um vocalista bom o suficiente para cantar o tipo de coisas que queríamos fazer. Eu tinha acabado de descobrir a Shrapnel Records e fui muito influenciado pela cena instrumental. Decidimos seguir esse caminho, compondo as nossas próprias canções, convertendo algumas canções em instrumentais e fazendo-se versões de artistas da Shrapnel. Tem sido difícil encontrar um talento que se queira comprometer com tempo e esforço para ensaiar, compor e executar este género de música ao longo dos anos, por isso mudei o nome para Project Alcazar. Sempre compus e arranjei quase todas as músicas, mas cada vez que um novo membro se envolve, ele traz algo para o som. Este último CD foi a primeira vez em que escrevi todas as músicas (excepto duas) com o Caleb Hutslar. Parecemos ter clicado muito rapidamente ao trocarmos ideias de um lado para outro. Honestamente, foi muito fácil e foi bom trabalhar com alguém deste calibre. Ele tem realmente um talento incrível. Gostaria de fazer um álbum com vozes se vier a funcionar, portanto teremos de ver isso.
No que diz respeito às minhas influências musicais, Mozart e vários compositores clássicos foram importantes. Obviamente, também os primeiros nomes da Shrapnel, como Greg Howe, Tony Macalpine, Vinnie Moore, Paul Gilbert, Jason Becker, Richie Kotzen, e os pesos-pesados Steve Vai, Joe Satriani, Yngwie Malmsteen e Shawn Lane. Passei pela fase do shredding há anos e ainda gosto de ouvir esse estilo de vez em quando. A técnica que esses músicos têm é simplesmente alucinante. Estou feliz com o meu estilo, mas também tento agarrar constantemente coisas novas para adicionar ao meu arsenal de habilidades. Nunca páras de aprender a menos que decidas parar e apenas tocar. Há tantos jovens guitarristas em ascensão hoje em dia que é uma loucura, mas os veteranos ainda têm muito a oferecer se parares para procurar.»

Review: Na senda dos melhores shredders, em que podemos anotar Steve Vai, Joe Satriani e Yngwie Malmsteen, este projecto norte-americano apresenta um registo instrumental em que dominam várias cores sónicas principalmente representadas pela guitarra frenética, mas também por lances mais calmos e com teor de improviso facultados por teclados que cruzam o velho e bom prog rock com abordagens mais contemporâneas de uns Dream Theater. Temas como “Lost in Centralia” representam muito bem a viagem ziguezagueante rumo ao mais elevado nível musical que muitos ambicionam e poucos conseguem.

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