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Pestilence “Exitivm”

Os solos exasperantes, gritantes e alarmantes são a jóia da coroa que qualquer pessoa espera vindo de Pestilence.

Editora: Agonia Records
Data de lançamento: 25.06.2021
Género: death metal
Nota: 3.5/5

Os solos exasperantes, gritantes e alarmantes são a jóia da coroa que qualquer pessoa espera vindo de Pestilence.

Ainda antes do amanhecer do death metal sueco e ainda antes de usarem para si o rótulo do metal da morte, nos Países Baixos nascia um fenómeno da música extrema: Pestilence.

Por mais controverso que possa ser para alguns, ninguém pode negar a força motriz que é Patrizio Mameli na hora de criar metal e transformá-lo. Do thrash ao death metal, passando por infusões de jazz e outros quejandos, os Pestilence têm em “Consuming Impulse” (1989) e “Testimony of the Ancients” (1991) os álbuns favoritos dos fãs, e mais de 30 anos depois aqui estão eles com “Exitivm” – ou por outras palavras: destruição total.

Com um certo ressurgimento aquando do lançamento de “Hadeon” em 2018, a pandemia a modos que travou a reconquista, mas Pat Mameli não se deixou ficar e optou por pegar no melhor do pior que o confinamento podia trazer: um novo álbum com conceitos líricos sobre domínio global, doença mental induzida, demónios da alma e entidades maliciosas.

Ao longo de 10 novas faixas (mais um introdução e uma saída), os renovados Pestilence querem voltar à vanguarda do estilo com um death metal martelado e directo, com riffs contundentes e esfoliantes que pretendem deixar-nos submissos a uma certa repetição rítmica e matemática que pode causar enfado, mesmo que as composições pouco ultrapassem os três minutos cada – e é por isso que a coisa até pode funcionar para alguns. Mesmo assim, tendo-se em conta que a observação anterior pode ser reconhecida como uma componente menos positiva do disco, os solos exasperantes, gritantes e alarmantes são a jóia da coroa que qualquer pessoa espera vindo de Pestilence. Por outro lado, um apontamento de confiança para os esporádicos arranjos orquestrais que causam suspense e terror, diversificando assim esta experiência aniquiladora. Interessante também a abordagem vocal que busca muitas influências no berro aberto de sonoridades hardcore punk ao invés do gutural fechado tão dominante no género.

Em suma, “Exitivm” é daqueles álbuns que tem de se ouvir com auscultadores para nos focarmos nos pormenores, como o baixo trabalhador ou a variedade de riffs que pode não ser bem perceptível à primeira. Opiniões à parte, uma coisa é certa: Pestilence vive!

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