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Paradise Lost “Gothic”: desolação eterna

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Formados no final dos anos 1980 e membros do oficioso triunvirato do death/doom metal inglês ao lado de My Dying Bride e Anathema, os Paradise Lost cedo começaram a dar nas vistas, tanto com as primeiras maquetes como com o LP de estreia “Lost Paradise” (1990).

Em Março de 1991, a banda de Halifax lançava uma pedra no charco sob a forma de “Gothic”. Numa época em que reinava a cacofonia dos blast-beats, da velocidade e dos conceitos doentios do grindcore, com Carcass à cabeça, os Paradise Lost abrandaram em muito essa torrente de podridão e fizeram parte da criação daquilo a que, dali em diante, ficaria conhecido como death/doom metal.

O que isto quer dizer na realidade é que os riffs arenosos e ruidosos continuaram a existir, mas de forma mais lenta e em down-tuned, tudo aliado a um ambiente de condenação suportado por melodias melancólicas, alguns arranjos por via de teclados e até vozes femininas.

Cru e, a tempos, dissonante, “Gothic” é um monólito negro e inovador que abriu as primeiras portas ao que depois foi reconhecido como dark metal, em que se incluem bandas como Moonspell e Tiamat.

Com a quebra comercial do metal na década de 1990, muitas bandas (até as mais clássicas, como Slayer) reinventaram-se – umas por necessidade, outras por opção própria. Nesse limbo encontrava-se Paradise Lost, primeiro com o clássico do dark/gothic metal “Draconian Times” (1995) e depois com o alternativo e experimental “One Second” (1997). Porém, e por mais que durante esses anos não ouvíssemos os riffs maldosos de Mackintosh / Aedy e os berros cavernosos de Holmes, os Paradise Lost, ao longo da sua carreira, têm evocado o seu passado e feito discos distintos, com “Medusa” (2017) a provar que “Gothic” não está esquecido.

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