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Os melhores álbuns de Setembro’2020

Depois de um Verão de 2020 sem festivais devido à pandemia COVID-19, o mês de Setembro compensou como pôde: com excelentes álbuns!

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Napalm Death (Foto: Century Media Records)

Depois de um Verão de 2020 sem festivais devido à pandemia COVID-19, o mês de Setembro compensou como pôde: com excelentes álbuns!

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Banda: Napalm Death
Álbum: Throes of Joy in the Jaws of Defeatism
Editora: Century Media Records
Género: grindcore / hardcore punk / death metal

«Em oposição a letras humanistas e pacifistas surge então a música abrasiva, agressiva e de confronto dos Napalm Death. E o mais espantoso é que ao fim de tantos anos de existência, estes veteranos continuam a conseguir inovar e a superarem-se a si mesmos em criatividade. Como ponta-de-lança, já sabemos que um álbum de Napalm Death vai soar a punk, hardcore, death metal e grindcore, portanto não nos adianta muito repisar o conhecido, e o que temos de fazer é destacar a revolução que a banda organizou dentro de si. E há muito para destacar.» [DF]

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Banda: Kataklysm
Álbum: Unconquered
Editora: Nuclear Blast
Género: death metal

«“Unconquered” é um álbum bruto e rijo, feito com uma alma própria nutrida por um sentido imbatível – afinal, são quase três décadas de existência de uma banda que nunca deu a outra face. Porém, se estás à procura dos Kataklysm puramente melódicos, tens de retroceder uns anos a discos como o referido “Shadows & Dust” ou “Serenity in Fire” (2004). Tantos anos depois, já devíamos estar habituados a uns Kataklysm em constante mudança, ainda que dentro do mesmo género musical, e “Unconquered” poderá não agradar a todos, mas é certamente um dos álbuns mais violentos dos canadianos.» [DF]

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Banda: The Ocean
Álbum: Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic
Editora: Metal Blade Records
Género: post-metal

«O oitavo volume nos 20 anos duma existência discreta, que tem vindo a escapar à visibilidade mediática do metal contemporâneo, escreve-se com os pés bem assentes na terra, numa dimensão transcendental, aventureira e meditativa, raízes no rock progressivo e asas avant-metal. Se isto vos parecer demasiado elitista, é porque é.» [JR]

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Banda: Finntroll
Álbum: Vredesvävd
Editora: Century Media Records
Género: folk metal

«Por mais que possamos falar da negritude de “Att döda med en sten”, do death/thrash de “Ormfolk”, do folk mais directo de “Grenars väg” ou do plano dançante de “Mask”, dificilmente se encontram momentos que realmente brilham unilateralmente, porque “Vredesvävd” foi pensado para actuar como um corpo uno, um álbum que, muito cativante do princípio ao fim, não tenciona fugir em demasia de um plano previamente traçado que nos oferece um grupo de músicas à Finntroll, que se regem maioritariamente por teclados e orquestrações envolventes e orelhudas, sem nunca se esquecerem abordagens mais agressivas através de, por exemplo, blast-beats.» [DF]

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Banda: Varg
Álbum: Zeichen
Editora: Napalm Records
Género: folk/death metal

«Por entre ondas gigantes e densas florestas, o metal glorioso e sem cessação desta matilha lupina recebe um novo elemento através da voz feminina de Fylgja que nos agracia os ouvidos no romantismo mitológico de “Fara til ránar” (a fazer lembrar Battlelore), mais à frente com “Feld der Ehre” somos levados ao folk/death metal islandês de uns Skálmöld e “Verräter” inclui uns pozinhos de doom metal pelo meio. Já no fim, o tema-título faz culminar tudo aquilo que foi feito ao longo de 41 minutos, sendo belo mas agressivo, épico, cativante e a fechar mais um capítulo que tem tudo para fazer abrir outro em álbuns seguintes que, esperamos nós, sigam esta linha muitíssimo bem conseguida!» [DF]

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Banda: Sunken
Álbum: Livslede
Editora: Vendetta Records
Género: black metal

«Ao longo de cerca de 43 minutos, o quarteto elabora uma experiência sensorial muito rica em riffs repetitivos, hipnotizadores e em cascata incessante, indo-se lá cima, aos píncaros de uma revolta épica, para, a tempos, descermos onde o tufão de água rebenta nas rochas. É assim que funciona a ansiedade, com altos e baixos, euforia angustiante quando atinge o pico e depressão devastadora quando o coração finalmente pára de bater descontroladamente – é também assim que os Sunken produzem a sua música, a um ritmo alucinante quando envereda pelo black metal veloz para acalmar numa falsa segurança quando pinta uma tela envolta em ambientes nevoeirentos e solitários em modo post-rock.» [DF]

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Banda: Dogma
Álbum: Mallevs Maleficarvm
Editora: Ethereal Sound Works
Género: doom/gothic metal

«No seu todo, “Mallevs Maleficarvm” acaba por nos oferecer um rumo progressivo (o que é óptimo quando se quer contar uma história corrida), mas a grande conquista deste disco passa pela forma como evocam um ambiente popular ao transformarem os cancioneiros das aldeias e canções de embalar em músicas metal de oito minutos – “Asmodeus” e “Deus Assassino”, com refrãos muitíssimo cativantes, são os melhores exemplos disso. Por seu turno, “Porque Não Te Escondes de Mim” é uma mescla entre o rock alternativo de uns Rádio Macau, o doom de uns Tiamat e o goth de uns The 69 Eyes, e “Velho do Mar” proporciona-nos um momento plenamente folclórico.» [DF]

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Banda: Attick Demons
Álbum: Daytime Stories… Nightmare Tales
Editora: ROAR! Rock of Angels Records
Género: heavy metal

«Ao perderem o guitarrista Luís Figueira, os portugueses do heavy metal não perderam vitamina e têm na dupla Nuno Martins / Dário Antunes um conjunto de guitarras coeso e energético que se mostra logo nas duas primeiras faixas. Enquanto a inaugural ocultista “The Contract” contém um refrão memorável e extremamente cantável, a seguinte “Make Your Choice” (num teor de Bem vs Mal) possui leads de guitarra que facilmente se cantarolam, como se quer no heavy metal.» [DF]

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