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Orange Viper: liberdade de escolha

Sem quererem inserir-se apenas num estilo específico, os Orange Viper inclinam-se mais para o stoner e para o groove metal.

Origem: Espanha
Género: stoner/groove metal
Último lançamento: “Dust” (EP, 2020)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Sem quererem inserir-se apenas num estilo específico, os Orange Viper inclinam-se mais para o stoner e para o groove metal. Fica a conhecê-los abaixo.

«Este lançamento mostra a nossa evolução sonora.»

Último lançamento: «No início não pensávamos em gravar “Dust” como o é agora, só queríamos gravar para nós algumas músicas porreiras que tinham sido descartadas porque não se encaixavam no conceito que tínhamos em mente para o próximo álbum, que acabou por ser adiado quando percebemos que todas aquelas músicas poderiam funcionar em conjunto em lançamentos separados. Por isso, decidimos lançá-lo como nosso segundo EP.
Não tínhamos nenhum objectivo com este lançamento, além de nos orgulharmos do resultado, e estamos bastante satisfeitos. Em “Dust” encontra-se uma grande diversidade de estilos, todas as músicas foram criadas desde o início da banda, quando o nosso estilo ainda nem estava estabelecido. Agora temos explorado novos sons.
Por isso, achamos que estamos a apresentar um trabalho algo especial, talvez menos coeso do que o primeiro “Freedom of Choice”, mas cheio de diversidade e riffs pesados que irão agradar a quem gosta de bom metal.»

Conceito: «Se procurarmos um conceito que descreva o nosso álbum, então pode ser liberdade. Na altura em que compusemos as músicas, não pensávamos se elas se encaixariam num género estabelecido de metal ou se era metal de todo, e conseguem perceber isso quando ouvirem. A única coisa que tínhamos em mente era: se gostamos, então que o toquemos.
Em relação às letras, há um longo intervalo entre algumas. Por exemplo, as letras de “Fall” foram escritas em 2012, antes da existência da banda, enquanto “Flying High” foi escrita em 2019 com a ideia de fazer parte do nosso próximo álbum. Portanto, não há uma ligação temática. Cada tema foi escrito de uma maneira muito individual, projectado para evocar as melodias ou a atmosfera da música. Ao mesmo tempo, existe uma linha comum sobre drogas ou satanismo irónico, assim como um lado sombrio do ser humano, seja para nos apresentar como seres dominados por paixões sombrias ou como parte dum jogo predador-presa.
O ser humano, como parte da natureza, é mostrado nas letras de uma maneira muito darwiniana: a natureza não é vista como uma harmonia pacífica, mas como um movimento caótico, onde se estende a autodestruição, a caça e a extinção.»

Evolução: «Sem dúvida, este lançamento mostra a nossa evolução sonora. Como dissemos, as músicas foram escritas desde o início da banda até agora.
Em relação às referências musicais que se reflectem nessa evolução, cada membro tem as suas, e apesar da grande diversidade entre elas (death metal, heavy metal antigo, nu-metal, groove metal, metal progressivo, hard rock , stoner rock), compartilhamos o mesmo pilar musical.
Essa variedade de influências é, na nossa opinião, o que enriquece a composição das nossas músicas. Embora se demore muito mais tempo para chegarmos a um consenso geral, o resultado é sem dúvida muito mais interessante.»

Review: Parece stoner, parece groove, parece heavy metal, parece death metal. Sim, parece de tudo isso um pouco e é-o de facto. Não é que estes espanhóis não saibam para onde ir, é apenas porque, realmente, há pozinhos de cada um desses subgéneros e isso acaba por funcionar bem se tivermos mente-aberta. Para a frente é o caminho!

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