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Mitochondrial Sun “Sju Pulsarer”

Mitochondrial Sun reinventa Niklas Sundin, dando-se assim espaço e tempo para podermos descobrir novas facetas de um músico que tanto deu ao metal e que continuará a dar.

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Editora: Argonauta Records
Data de lançamento: 13.11.2020 (digital) / 02.2021 (físico)
Género: atmospheric metal
Nota: 3.5/5

Mitochondrial Sun reinventa Niklas Sundin, dando-se assim espaço e tempo para podermos descobrir novas facetas de um músico que tanto deu ao metal e que continuará a dar.

Niklas Sundin pode ter saído de Dark Tranquillity ao fim de quase três décadas por não tencionar mais andar na estrada, mas não deixou a música. A solo entra pelos territórios do metal atmosférico com Mitochondrial Sun, e em menos de um ano já vai para o segundo registo intitulado “Sju Pulsarer”.

Com um nome de projecto que provém da organela do citoplasma celular, com funções importantes na respiração e nas trocas de energia das células, o sol de Niklas Sundin acaba, enfim, por aquecer o ambiente gelado que a capa faz imaginar.

Com uma sonoridade extremamente etérea e bonita – capaz de esconder alguma negritude aqui e ali –, o sueco elaborou mais oito novas composições cinemáticas, épicas e com muitas orientações ao black metal contemporâneo.

Ao longo destes envolventes e hipnóticos minutos, imergimos na vastidão sónica de um Niklas Sundin muito pessoal através de bateria veloz e repetitiva (praticamente existente para marcar tempo), guitarras densas, que também são capazes de aparecer na frente com leads melódicos numa inclinação muito shoegaze, e musculadas camadas de arranjos cósmicos e espaciais, oferecidos através de piano, electrónica e ambiências, que pulsam lindamente e que proporcionam cores garridas a esta experiência que, para além de fazer erguer glaciares, é hábil em criar na nossa mente movimentações moleculares.

Mesmo que o espectro do metal extremo atmosférico não seja reinventado com “Sju Pulsarer”, cremos que Mitochondrial Sun reinventa, pelo menos, o próprio Niklas Sundin, dando-se assim espaço e tempo para podermos descobrir novas facetas de um músico que tanto deu ao metal e que, certamente, continuará a dar.

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