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Mars Red Sky “The Task Eternal”

Um álbum com ênfase em cadências mais lentas, com bons riffs e interessantes combinações de melodias no baixo e voz, com grande potencial para fazer ponte entre estilos e polinizar tanto os fãs de doom como os de rock oculto.

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Editora: Listenable Records
Data de lançamento: 27.09.2019
Género: stoner rock / doom metal / psicadélico
Nota: 3.5/5

“The Task Eternal” é a nova exploração dos franceses Mars Red Sky, que, desde “Apex III” em 2016, nos foram abrindo o apetite com o EP “Providence”, também de 2016, e com o single especial “Myramyd” através dos seus esplendorosos 17 minutos gravados ao vivo e onde a banda demonstra toda a sua apetência para trips poderosas e densas.

Com este longa-duração, o trio de Bordéus reafirma a sua propensão para composições mais compridas e com vários momentos de diferentes intensidades, que guiam o ouvinte na tal viagem, apanágio do stoner rock de inclinação mais psicadélica. A prestação de Julien Pras mais uma vez confere uma qualidade alada a melodias vocais que não estranharíamos em gravações mais obscuras dos anos 1970, com temas mais contemporâneos e com alguma sofisticação no que toca à rima.

O baixo gordo e poderoso continua a ser o motor de toda a composição, com o papel da guitarra a oscilar consistentemente entre riffs hipnóticos e acordes suspensos. Pras não vai certamente receber uma nomeação para shredder do ano, mas conseguiu, com grande determinação, belos momentos mais melódicos que ficarão na memória do ouvinte. Em “Hollow King” temos um excelente exemplo de densidade e criatividade, saltando de riffs recortados e angulares para passagens nublosas e misteriosas. Uma nota especial para Mathieu Gazeau que, contrariamente ao que a maior parte dos bateristas do estilo pratica hoje em dia, exibe uma palete de ritmos que lhe permite incorporar, com grande acutilância, movimentos rítmicos que associaríamos a outros estilos – uma lufada de ar fresco!

Um álbum com ênfase em cadências mais lentas, com bons riffs e interessantes combinações de melodias no baixo e voz, com grande potencial para fazer ponte entre estilos e polinizar tanto os fãs de doom como os de rock oculto.

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