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Lorna Shore: regresso do abismo

O renascimento dos Lorna Shore.

«Não tínhamos nada a perder.»

Com o novo EP “…And I Return to Nothingness”, os Lorna Shore, com o seu deathcore sinfónico, apresentam um exorcismo, um mergulho a uma escuridão elegante, mas também um renascimento após cerca de dois anos de muito tumulto, especialmente devido ao corte de ligações com o vocalista CJ McCreery, que se viu envolvido em alegado abuso sexual. «Houve momentos em que não sabíamos se conseguíamos regressar. O último ano e meio foi um teste de fogo», desabafa o baterista Austin Archey. «Não tínhamos nada a perder», assegura o guitarrista Adam DeMicco. «Por mais negras que as coisas parecessem, isso também nos deu confiança para chegarmos onde queríamos.» E ei-los de volta com um EP composto por três faixas bombásticas, intensas e grandiosas.

Em substituição de CJ McCreery, a banda de New Jersey recrutou o poderoso Will Ramos, um amigo de longa data que não recusou a oportunidade. «Lorna Shore foi das minhas maiores influências como vocalista», revela Ramos. «Dos discos com o [vocalista original] Tom Barber à medida que foram evoluindo, sempre foram uma inspiração. Lorna Shore é uma daquelas bandas que podes chamar pioneira.»

Com novo vocalista e com digressões ao lado de nomes grandes, como Cattle Decapitation e Decapitated, o futuro parecia risonho, mas, novamente, o mundo que não controlamos deu uma das suas curvas apertadas com a pandemia a confinar o globo. Porém, a banda continuou sem baixar os braços e as sementes de “…And I Return to Nothingness” foram lançadas a terra que se manifestou ser fértil. Mais determinados do que nunca, os Lorna Shore apostam tudo o que têm através de uma criatividade insana que busca influências no black metal sinfónico europeu, no som fatal do death metal e na intensidade do hardcore.

Embelezados pelo artwork do polaco Mariusz Lewandowski, “…And I Return to Nothingness” reafirma o foco dos Lorna Shore. Fazendo equipa com o produtor Josh Schroeder, que já tinha colaborado no álbum “Immortal”, a banda só tinha de dar este passo em frente. «Todo o processo em estúdio foi mais suave do que esperava», afiança Ramos sobre a união com Josh e a dedicação que o grupo mostrou enquanto estava no Random Awesome Studios, no Michigan. «Acho que essa confiança é mostrada no produto final», remata.

“…And I Return to Nothingness” tem data de lançamento a 13 de Agosto de 2021 pela Century Media Records.

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