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Lord Vigo “Danse de Noir”

Os ingredientes principais de “Danse de Noir” são doses generosas de doom metal de linhas épicas que se misturam com uma grande massa de NWOBHM.

Editora: High Roller Records
Data de lançamento: 10.04.2020
Género: epic doom metal
Nota: 3/5

Os ingredientes principais de “Danse de Noir” são doses generosas de doom metal de linhas épicas que se misturam com uma grande massa de NWOBHM.

Cerca de dois anos após “Six Must Die”, os teutónicos Lord Vigo regressam com uma nova receita, desta feita conceptual: “Danse de Noir”.

Ora vejamos: os ingredientes principais são doses generosas de doom metal de linhas épicas (Candlemass, Sorcerer ou uns Solstice, de preferência as produções da segunda metade de 1980 e primeira metade de 1990) que se misturam com uma grande massa de NWOBHM (Angel Witch, Diamond Head ou Iron Maiden, colheita de 1980), aos quais de junta uma quantidade significativa de espírito underground, daquele que tem uma boa pitada de DIY. Para juntar tudo isto, visando homogeneidade do princípio ao fim do álbum, há um grande gozo naquilo que se está a fazer, mesmo com ligeiras falhas ou pequenos desequilíbrios no resultado final. Ah! Convém ir adicionando, aos poucos, alguns interlúdios que nos lembram os que estão presentes em “Into The Electric Castle (A Space Opera)” ou “The Universal Migrator Pt.1 & 2” dos Ayreon. Para rematar, como cobertura, uma capa ao género de H. R. Giger (um leftover, serve perfeitamente).

Deste modo, “The Verge Of Time” encaminha-nos para o “Heaven And Hell” dos Black Sabbath, o baixo em “Shoulder Of Orion” soa a Steve Harris e aquele início de “And Then The Planets Will Align” poderia ter sido desenhada pelos Maiden depois de um pack de cervejas causar-lhes estranheza. A fechar, “Memento Mori”, é epic doom directo, sem tretas e bem talhado, tal como o homónimo efémero projecto e com as devidas distâncias, claro está.

Ah pois, com esta conversa, já passava… No fim, misturar tudo e aguardar cerca de 45 minutos e verificar o efeito.
P.S.: Esta será a receita base, pelo que aguardamos uma nova com um ingrediente surpresa, que marque pela diferença e que nos faça repetir o consumo num acto de ávida gula.

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