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Lares “Towards Nothingness”

Com o desenrolar do álbum tornam-se perceptíveis as influências sombrias da banda, tratando de temas como a loucura, misantropia e outras dimensões além da vivida pela humanidade.

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Editora: Argonauta Records
Data de lançamento: 26.06.2020
Género: sludge metal / post-metal
Nota: 4.5/5

Com o desenrolar do álbum tornam-se perceptíveis as influências sombrias da banda, tratando de temas como a loucura, misantropia e outras dimensões além da vivida pela humanidade.

Lares é uma banda alemã, fundada em Berlim no ano de 2015. O nome vem do romano arcaico e significa “herói” e “demónio”, sendo um nome bem representativo duma sonoridade que mistura influências de post-rock, doom, ambient, black metal e post-hardcore. É uma sonoridade interessante, criada pelas várias influências supramencionadas e que ajudaram a moldar um som quase único dentro do cenário do metal.

Os alemães lançaram o primeiro EP “Mask of Discomfort” em 2017 e desde então traçaram um caminho de considerável evolução que culminou no mais recente lançamento “Towards Nothingness”.

O álbum inicia num clima interessante criado pela faixa “It Burns” em que há um instrumental viajado e um discurso ao fundo que dão a sensação de que algo de estranho está para acontecer. Com o seu desenrolar tornam-se perceptíveis as influências sombrias da banda, tratando de temas como a loucura, misantropia e outras dimensões além da vivida pela humanidade. Uma das faixas que mais chama a atenção é “SN1987A Space Alteration Machine”, que trata de questões espaciais envolvendo a supernova de igual nome.

Para o novo ouvinte, as faixas citadas anteriormente, “Oumuamua” e Catacomb Eyes” são essenciais para se ter uma melhor noção do que Lares representa. Em termos musicais, a sonoridade do álbum é consistente e as músicas são interligadas. Há diversos elementos sonoros característicos do estilo ambient, que foram essenciais para moldar a atmosfera de todas as canções do álbum – tudo isto atrelado aos excelentes vocais guturais que dão agressividade e desespero ao som, e também ao instrumental que alterna com extrema naturalidade entre o doom, black metal e post-rock.

É um trabalho consistente, recomendado quem necessita duma válvula de escape para sentimentos profundos no meio desta pandemia e também para fãs das artes mais sombrias do metal.

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