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Korpiklaani “Jylhä”

“Jylhä” e um álbum que certamente melhorou em relação ao seu predecessor, mas desapontou em bastantes outros aspetos. Recebe pontos por tentar coisas novas, independentemente de não resultarem.

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Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 05.02.2021
Género: folk metal
Nota: 3/5

“Jylhä” e um álbum que certamente melhorou em relação ao seu predecessor, mas desapontou em bastantes outros aspetos. Recebe pontos por tentar coisas novas, independentemente de não resultarem.

Os finlandeses Korpiklaani, ícones de folk metal, trazem-nos desta vez “Jylhä”, sucessor de “Kulkija”(2018). Com a adição de Samuli Mikkonen (bateria) esperava-se que “Jylhä” fosse um pouco mais do que apenas outro álbum de folk metal finlandês.

Se há algo que ninguém se pode queixar deste disco é a falta de riscos tomados e o esforço para inovar. Nunca deixando para trás a essência que é o folk metal de Korpiklaani, “Jylhä” traz-nos passagens de thrash, melodias de power metal e até momentos de reggae/ska, como é o caso de “Leväluhta”. Independentemente de todos estes elementos, não interessa quantas vezes se ouve este disco, existe sempre aquele sentimento de que falta algo. Muitas das faixas assemelham-se mais a “Kulkija”(2018) por soarem mais artificiais, enquanto outras parecem-se mais com “Noita”(2015) devido à emoção que transmitem. “Tuuleton” e “Sanaton Maa” são os maiores destaques positivos, não só por serem catchy como também por terem um nível de produção um pouco acima das restantes músicas. A segunda metade do disco é simplesmente aborrecida (com algumas excepções), o que é triste, tendo em conta que estamos a ouvir Korpiklaani.

Dito tudo isto, “Jylhä” é um misto de opiniões e sentimentos variados. É um álbum que certamente melhorou em relação ao seu predecessor, mas desapontou em bastantes outros aspetos. “Jylhä” recebe pontos por tentar coisas novas, independentemente de não resultarem. É um passo no caminho certo, que segue as pegadas de “Manala”(2012) e “Noita”(2015). Talvez com o passar do tempo, e revisitando este disco quando estiver mais amadurecido, a opinião mude.

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