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Joey Jordison: cinco momentos que fizeram história

Recorda cinco momentos em que Joey Jordison se destacou na escrita da história da música pesada.

Foto: Steve Brown

Creditado como um dos melhores bateristas de sempre, mesmo além das fronteiras do metal, Joey Jordison ficou conhecido pelo seu papel em Slipknot, desde que ajudou a fundar a banda em 1995 até à sua saída em 2013. Mas Jordison é muito mais do que Slipknot! Para além da sua participação em projectos mais recentes (Sinsaenum, Vimic e Scar the Martyr), o músico trocou a bateria pela guitarra em Murderdolls e fez rejuvenescer titãs como Metallica e Korn em ocasiões periclitantes.

Joey Jordison faleceu a 26 de Julho de 2021, aos 46 anos, mas o legado é inigualável. Recordamos cinco momentos em que a sua técnica e personalidade se destacaram na escrita da história da música pesada.

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Quando substituiu Lars Ulrich no Download 2004
Encabeçando um cartaz de luxo (Soulfly, Machine Head, Slayer, Slipknot e Korn), os Metallica prometiam uma noite para a posteridade. De facto, aconteceu – mas não pelas razões que se podiam prever.
A tarde de 6 de Junho revelou-se um rodopio. A poucas horas de os Metallica subirem ao palco, Lars Ulrich deu entrada no hospital e James Hetfield viu-se forçado a recrutar novos bateristas nos bastidores.
Naquele que foi o primeiro concerto de Metallica sem o seu membro-fundador, para além de Dave Lombardo (Slayer), Joey Jordison foi uma das escolhas para ocupar a vaga. Resultado: os Metallica soaram mais coesos do que nunca.

Quando subiu ao palco do Wacken com Ministry em 2006
Ícones incontestáveis do metal industrial, os Ministry sempre foram uma força do outro mundo, mas quando Al Jourgensen juntou o baixista Paul Raven (Killing Joke) e o guitarrista Tommy Victor (Prong) no álbum “Rio Grande Blood” (2006) o nível foi elevado à estratosfera.
Ao vivo, Joey Jordison ajudou a banda a materializar os seus negros intentos com uma actuação no mínimo intensa em pleno Wacken Open Air.

Quando ressuscitou o horror-punk com Murderdolls
Após o sucesso de “Iowa” (2001), alguns membros de Slipknot usaram o período seguinte para enveredarem por projectos mais pessoais. Enquanto o vocalista Corey Taylor lançava o primeiro álbum de Stone Sour em 2002, Joey Jordison trocava a bateria pela guitarra e reactivava os Murderdolls com o vocalista e amigo Wednesday 13. Dessa união surgiu o álbum “Beyond the Valley of the Murderdolls”, uma pesada mistura entre The Misfists e Mötley Crüe que versava sobre exorcismos, exumação de cadáveres, necrofilia, aliens e b-movies de terror.

Quando deu nova vida aos Korn
A segunda metade da primeira década do Séc. XXI foi tudo menos fácil para os padrinhos do nu-metal. Em 2005, o guitarrista Brian ‘Head’ Welch saiu da banda para fugir das drogas e dedicar-se à religião. No final de 2006, o baterista David Silvera optou por um hiato. Os Korn estavam a rebentar pelas costuras… mas não pararam!
Exagero ou não, recrutar Joey Jordison para a digressão Family Values de 2007 e algumas datas europeias pode ter salvado a banda de concertos medíocres e possível afastamento dos holofotes.

Quando ajudou a dar vida ao projecto Roadrunner United
Em 2005, ao lado de Robb Flynn (Machine Head), Matt Heafy (Trivium) e Dino Cazares (Fear Factory), Jordison foi um dos escolhidos para capitanear uma homenagem muito especial aquando do 25º aniversário da gigante Roadrunner Records.
O baterista tocou em cinco das 18 faixas da compilação “The All-Star Sessions” e é tido como uma das forças motrizes do projecto. Tudo culminou em êxtase num concerto em Nova Iorque a 15 de Dezembro de 2005.

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