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Jaggu: com Hannya no encalço

Noruegueses a praticar stoner/doom metal e virados para um conceito nipónico – é assim que vos apresentamos a surpresa que é Jaggu.

Origem: Noruega
Género: stoner/doom metal
Último lançamento: “Revenantian” (2019)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

Noruegueses a praticar stoner/doom metal e virados para um conceito nipónico – é assim que vos apresentamos a surpresa que é Jaggu.

«Adoramos o Japão em todos os aspectos e gostaríamos de fazer uma digressão por lá.»

Objectivos: «O nosso álbum de estreia, “Revenantian”, é o nosso maior esforço e é o manifesto de nos tornarmos uma banda. Quando começámos, queríamos encontrar um vocalista, mas acabámos a partilhar as vozes entre nós os três e optámos por um som dinâmico nesse sentido. Os nossos objectivos passavam por fazer do nosso primeiro álbum um disco conceptual, no qual acreditamos ter sucesso. Os fãs podem esperar um estilo de composição experimental, com diferentes géneros misturados, criando-se um som raro. É pesado, suave, cativante e soa tudo de uma só vez, com solos de guitarra em chamas! Acontece muita coisa nessa mistura.»

Conceito: «“Revenantian” é um álbum conceptual épico de oito faixas, vagamente baseado no folclore japonês, sobre uma pessoa que está a escapar da vida, assombrada pelo demónio feminino Hannya numa floresta conhecida como Mar de Árvores.
Tem uma temática japonesa que adoramos, desde documentários sobre a floresta assombrada em torno de Aokigahara no Japão, a samurais e todo o restante folclore dessa cultura, como a música “Oni”, que pode ser a versão japonesa de troll e que é uma grande parte da nossa cultura norueguesa. A música “Green Sea” é sobre a dissolução na floresta suicida e uma homenagem ao seu apelido Mar de Árvores.
Adoramos o Japão em todos os aspectos e gostaríamos de fazer uma digressão por lá.»

Evolução: «Não achamos que tivemos tempo para evoluir muito, pois ainda somos uma banda muito nova que começou em 2018. Mas estamos entusiasmados para ver em que direcção o nosso segundo álbum nos levará. As várias músicas que já escrevemos para ele parecem levar-nos a um lugar muito interessante. Planeamos gravar o álbum neste ou no próximo ano.»

Referências: «As nossas inspirações são muitas, mas podemos mencionar High On Fire, Ledfoot, Conan e Nick Cave. Mastodon também é uma grande influência. Poderíamos conversar sobre isto durante muito tempo, é claro!»

Review: Nem só de black metal vive a Noruega, como o provam os Jaggu, um trio que deambula pelas ruas do stoner, do rock e do psicadelismo. Resta dizer que são uma das bandas mais interessantes e orelhudas que ouvimos nos últimos tempos. Poderíamos referir influências claras de bandas como Clutch ou High On Fire, mas isso seria um desrespeito à criatividade dos Jaggu, que em nada ficam abaixo desses dois nomes. Já há muito tempo que não ouvíamos um disco de estreia tão emocionante como “Revenantian”, de onde saiu “Harakiri”.

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