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Infinite Conscious: sair do escuro

Enquanto esperamos pelo LP, os Infinite Conscious continuam a promover o EP de 2018 que nos leva a percorrer vários subgéneros do metal.

Origem: EUA
Género: metal
Último lançamento: “Becoming” (EP, 2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Enquanto esperamos pelo LP, os Infinite Conscious continuam a promover o EP de 2018 que nos leva a percorrer vários subgéneros do metal.

«Somos progressivos, melódicos, pesados, metal, às vezes semelhantes ao metalcore, e sabemos como fazer groove.»

Objectivos: «Lançámos o EP “Becoming” em Outubro de 2018. O nosso principal objectivo era mostrar aos fãs a direcção em que a nossa música estava a ir após passarmos por várias mudanças de formação. Pensámos que finalmente solidificámos a nossa formação, com a intenção de lançar um LP, que estamos a gravar actualmente. Podem esperar riffs pesados, groovy, progressivos e melódicos. Tudo complementado por vozes melódicas que variam de limpo a áspero, até aos berros do black metal. A secção rítmica composta pela bateria e pelo baixo separam-se do resto do grupo, quando se tornaram a força motriz da banda com os seus ritmos complexos e preenchimentos de modo a fluir entre as partes de cada música.»

Conceito: «O conceito principal passava por finalmente estarmos unidos como grupo. Infelizmente, o nosso guitarrista lead deixou a banda logo após o lançamento, mas nós os três já estávamos a trabalhar enquanto compositores, por isso ainda está de pé. As letras que escolhemos transmitir neste EP em particular vieram do nosso vocalista / guitarrista, o Chris, das suas lutas passadas na vida, como em “Poison Of Choice”, que é sobre os seus problemas com abuso de substâncias e vícios que teve de superar enquanto jovem adulto. Ou “Insecure”, uma música que ele escreveu para elevar o seu próprio espírito enquanto enfrenta a depressão que tem, contra a qual ainda luta algumas vezes. “This Real Dream” é sobre o seu próprio ponto de viragem pessoal, até à iluminação e à crença na consciência infinita, o que o motivou a começar a rastejar para fora do buraco que havia cavado. Depois há “Finally Breathe”, que é apenas para mandar lixar todas as suas lutas passadas e as pessoas tóxicas e substâncias que eliminou. É um ponto de viragem, e é aí que começa a nossa aventura como banda. Sabemos que muitas pessoas lutam com problemas semelhantes na vida. Só esperamos ser alguém com quem se consigam relacionar e que se sintam um pouco melhor convosco mesmos.»

Sonoridade: «Começámos crus e ásperos. Passámos por muitas mudanças na formação até finalmente nos solidificarmos como a banda de quatro peças que somos hoje. O Chris com um microfone e uma guitarra, o Kellan a subir e a descer pelo braço do baixo, o Dillon a tocar guitarra e o Morgan na bateria. Somos progressivos, melódicos, pesados, metal, às vezes semelhantes ao metalcore, e sabemos como fazer groove. As nossas influências variam bastante, pois todos nós vimos de diferentes educações. Disseram-nos que lembramos uma mistura de bandas como Tool, Mudvayne, Gojira, Pantera e In Flames.»

Review: Se juntares metal moderno com noções dark metal de finais dos anos 1990 e uma dose de metalcore, o resultado final é Infinite Conscious, banda norte-americana que trabalha claramente em equipa para que as suas composições soem fortes e direccionadas, mas, acima de tudo, honestas e sinceras. Do riff inicial com produção crua à voz com reminiscências de Paradise Lost, headbanging é o que não faltará ao ouvirmos temas como “Finally Breathe”.

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