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Immolation: incineração divina

A banda veterana sobre a capa e as faixas-chave do novo álbum.

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Foto: Dennis Coleman

A tempestade vê-se no horizonte e o tremor cataclísmico chega na forma dos Immolation e do 11º álbum “Acts of God”, que representa vigorosamente a habilidade consistente que estes veteranos do death metal têm para criar sons agressivamente fascinantes.

Embelezado pelo artwork com autoria do requisitado Eliran Kantor, a capa de “Acts of God” apresenta um trio de seres angélicos que tentam não derreter sob uma luz negra que vem de cima. «Quisemos que esta capa fosse muito mais negra, mais melancólica e sem esperança», conta o vocalista/baixista Ross Dolan através da Nuclear Blast. «A música sempre foi muito negra, e muito do trabalho do Kantor tem o sentimento que queremos: o semi-surreal que colide com o clássico, quase com um toque Renascentista.» O guitarrista Robert Vigna acrescenta que «é inquietante» e que «reflecte a música perfeitamente».

Composto por 15 faixas, o disco está repleto de sons poderosos, como a extrema, ainda que melódica, “The Age of No Light”. «É rápida, forte e vai direita ao assunto», diz Vigna.

Mais à frente encontramos “Blooded” com os elementos habituais de Immolation: o lento, o rápido, o explosivo e o groove. «É um pequeno poço de energia», descreve Vigna. «É directa, e tem todos os elementos que podem esperar de nós numa pequena e bem arranjada embalagem.»

Depois ainda damos de caras com o ritmo médio mas intenso e assustador de “Immoral Stain”, que começa com a guitarra a narrar a história que será completada por vozes vociferantes e batidas trovejantes. «Toda essa secção de antecipação tinha de ser exactamente como é», assegura Vigna.

Adequadamente, a final “Apostle” foi também a última música a ser composta para este álbum. «Algumas das secções de refrãos têm uma qualidade estranha, quase sonhadora», repara Dolan sobre a faixa que nos conduz até ao encerramento explosivo.

Numa jornada criativa que durou cerca de cinco anos, o processo para a concepção de “Acts of God” começou com meras notas e muita inspiração, com Vigna ao leme da composição estrutural. Depois, em conjunto, os quatro membros do grupo começaram a esboçar aquele que seria o 11º longa-duração. Se para algumas bandas, entrar em estúdio pode ser uma experiência estéril, a ferocidade das maquetes anteriormente gravadas e a competência de Paul Orofino, dos Millbrook Studios, asseguraram que a estadia não seria um problema. «Ter tamanho nível de conforto é a chave», conclui Dolan.

“Acts of God” tem data de lançamento a 18 de Fevereiro de 2022 pela Nuclear Blast.

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