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Illusion: liberdade no horizonte

A humildade é a melhor qualidade extra-música que os Illusion apresentam e com isso vem bom som, numa mistura entre heavy e thrash metal. Depois do EP “Liberty For Sale” (2018), os catalães preparam um LP para 2020.

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Género: thrash/heavy metal
Origem: Espanha
Último lançamento: “Liberty For Sale” (EP, 2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

A humildade é a melhor qualidade extra-música que os Illusion apresentam e com isso vem bom som, numa mistura entre heavy e thrash metal. Depois do EP “Liberty For Sale” (2018), os catalães preparam um LP para 2020.

«O que pretendemos com a nossa música é tornarmo-nos melhores músicos e preservar uma atitude de pés assentes na Terra.»

Objectivos: «Lançámos o nosso primeiro EP no ano passado e tentamos usar as nossas melhores habilidades para expor a banda o mais profissional possível para conseguirmos um lugar nos media e no mundo da música. Sobre o que podem esperar… Não há nada para esperar. Não inventámos algo novo e sabemos que há muitas bandas boas à nossa volta que estão a lançar álbuns com grande qualidade ano após ano. O que queremos é chegar a este nível com uma boa atitude e trabalho árduo, e estamos muito conscientes de que vamos chegar lá através da persistência para melhorar as nossas habilidades. O que pretendemos com a nossa música é tornarmo-nos melhores músicos e preservar uma atitude de pés assentes na Terra.»

Conceito: «O conceito está relacionado com o título: “Liberty For Sale”. Queríamos mostrar o nosso ponto de vista da nossa sociedade, onde estamos restritos de muitas maneiras, e onde até há um preço a pagar pela nossa própria liberdade. Queríamos falar sobre a importância do All Mighty Dollar numa sociedade que te julga em todas as decisões que tomas e que se preocupa contigo somente se estiveres determinado a ter mais e a pisar toda a gente. Outros assuntos sobre os quais falamos passam por “1984”, o romance de George Orwell (na música “Doublethink”), e o estado de controlo que estamos a viver com todos os smartphones e a vigilância através de redes sociais, como Facebook, Instagram, WhatsApp e Google. A outra música que incluímos no EP chama-se “Time To Fall” e é contra a violência de género e a responsabilidade que todos temos para parar esta situação.»

Evolução: «Gostamos de ouvir diferentes géneros de música, mas especialmente de bandas com muita energia, por isso queremos desenvolver um estilo similar com partes barulhentas, mas também com algumas partes técnicas e mudanças de tempo. Não tínhamos um som específico em mente no início, mas é claro que entre os nossos álbuns favoritos há alguns barulhentos. [risos] No EP, o som que temos foi um pouco neutro e agora estamos a afinar os nossos amplificadores para um futuro álbum, que esperamos que seja lançado em 2020. Como parte da evolução, cantamos melhor agora, tocamos melhor e temos mais ‘tijolos’ para construir músicas melhores.»

Influências: «As nossas influências são diversas. Ouvimos bandas como Metallica, Megadeth, Black Sabbath, Annihilator, Dead Kennedys, Frank Zappa, Gojira, The Beatles, Robert Johnson, Sex Pistols, Patti Smith… Achamos que o género não importa, mas sobre a energia e como comunicas a tua mensagem, então o impacto dessa música em nós está na atitude, não importando a música ou a banda, na medida em que te faz sentir alguma coisa.»

Futuro: «Estamos a compor novas músicas para um álbum que será lançado em 2020. Estamos a ensaiar muito para preparar os próximos concertos, por isso esperamos que as pessoas gostem da nossa energia ao vivo e das novas músicas. O nosso principal objectivo é continuar a desenvolver a nossa música thrash n’ roll para nos tornarmos uma banda melhor, sempre com uma atitude positiva, respeito, ideias claras e, claro, divertimento!»

Review: Numa interessante combinação entre thrash e heavy metal, esta banda espanhola inclui o primeiro nas estrofes, com os seus riffs esgalhados e vozes à Araya meets Hetfield, e o segundo nos refrãos melódicos, abertos e orelhudos. Nota positiva para a presença audível das linhas de baixo e para temas como “Time To Fall” com um clímax melodioso a fazer lembrar os épicos dos idos anos 1980.

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