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Guns N’ Roses: as cinco melhores músicas de “Use Your Illusion I & II”

A breve história das cinco melhores músicas de “Use Your Illusion I & II”.

Lançado a 17 de Setembro de 1991, “Use Your Illusion I & II”, dos Guns N’ Roses, é uma das intemporais obras-primas do rock n’ roll. Contamos a breve história das cinco melhores músicas deste magnum opus.

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You Could Be Mine
Conhecida por fazer parte da banda-sonora de “Terminator 2: Judgment Day”, foi o próprio Arnold Schwarzenegger quem negociou o acordo com a banda.
Com um potente riff de hard rock e letras desbocadas, “You Could Be Mine” é uma das várias músicas que já tinha começado a ganhar forma ainda nas sessões para “Appetite for Destruction” (1987).
Com alguns easter eggs, a linha “with your bitch slap rappin’ and your cocaine tongue you get nothin’ done” já tinha aparecido no livrete do disco de 1987 e o verso “‘cause I think we’ve seen that movie too” é uma referência à música “I’ve Seen That Movie Too” de Elton John.

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Civil War
Originalmente no alinhamento da compilação “Nobody’s Child: Romanian Angel Appeal” (1990), “Civil War” surge como faixa inaugural de “Use Your Illusion II”.
Com instrumental composto por Slash antes da etapa japonesa para “Appetite for Destruction”, Axl Rose escreveu as letras e tudo começou a ganhar forma em Melbourne, Austrália.
Também envolvido na composição do tema, o baixista Duff McKagan revelou em 1993: «Basicamente, era um riff que tocávamos no sound-check. O Axl surgiu com algumas linhas. Eu tinha ido a uma marcha pela paz, quando era miúdo, com a minha mãe. Eu tinha uns quatro anos. Era por Martin Luther King. E é daí que vem: “Did you wear the black armband when they shot the man who said: ‘Peace could last forever’?” São apenas reais experiências de vida.»
É o último single tocado pelo baterista Steven Adler. Viciado em heroína, o baterista foi despedido no Verão de 1990 e substituído por Matt Sorum.

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Don’t Cry
Composta por Axl Rose e Izzy Stradlin em 1985, “Don’t Cry” estava para fazer parte de “Appetite for Destruction” mas a banda achou que uma power-ballad já era suficiente e que “Sweet Child O’ Mine” era melhor.
Como expiação de um amor perdido, Axl Rose conta como “Don’t Cry” ganhou vida: «Fui a casa do Izzy e atirei pedras à janela. Ele veio à janela e estava preocupado [a pensar] que eu lá tenha ido para lhe bater. Andávamos a discutir há meses. Era como os Blues Brothers. ‘Temos de juntar a banda…’ Sentámo-nos e eu disse: ‘Tenho umas letras mesmo depressivas.’ E ele disse: ‘Tenho uma parte de guitarra mesmo depressiva.’ Eu disse: ‘Perfeito, está feito.’»
“Don’t Cry” conta com a participação vocal de Shannon Hoon (1967-1995), dos Blind Melon. A cantar num oitava acima em relação a Axl Rose, Slash sublinhou na sua autobiografia que isso «fez a canção ficar mais comovente».

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Estranged
Escritapor Axl Rose após o anulamento do casamento com Erin Everly, que já tinha sido inspiração para “Sweet Child O’ Mine”, “Estranged” iguala-se a “November Rain” na hora de se dizer o que é uma power-ballad épica.
Com nove minutos de duração, apesar da composição ser creditada apenas a Axl, nas liner notes do álbum, o vocalista agradeceu a Slash pelas melodias de guitarra, que vão do suave e emocional ao frenesim eléctrico.

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November Rain
Inicialmente com uma duração de 18 minutos quando gravada em 1986 numa sessão com o guitarrista Manny Charlton (Nazareth), “November Rain” acabou por ser encurtada para os nove minutos, como a conhecemos em “Use Your Illusion I”.
Inspirado pelas habilidades do ídolo Freddie Mercury (Queen), durante vários anos, Axl Rose deu tudo o que tinha para fazer de “November Rain” a grandiosidade que é – uma power-ballad épica, estruturada e finalizada por arranjos orquestrais e um videoclipe de orçamento absurdo.
Embelezada ainda pelo piano à Elton John e pela emoção com mestria vinda da guitarra de Slash, “November Rain” fica para a história como uma das melhores músicas rock de sempre.

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