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Grim Comet: viver o presente

Origem: Espanha
Género: rock/stoner
Último lançamento: “Afterlife” (2019)
Editora: Art Gates
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Os Grim Comet começaram por combinar o stoner rock característico da década de 1970 a referências clássicas do heavy e do doom metal. Actualmente perseguem uma sonoridade rock com traços de grunge e até flamenco! Falámos com o vocalista e guitarrista Willy de Moya acerca de “Afterlife”.

«”Afterlife” é um disco com elementos da década de 1970, grunge e até mesmo flamenco. Se não acharem que isto é possível o melhor é mesmo ouvirem-nos!»

Sobre o último álbum: «O meu primeiro objectivo foi mudar o nosso estilo musical, algo que penso termos conseguido, sem dúvida. Agora temos um som mais aproximado ao rock, um estilo musical com o qual me sinto mais confortável. É mais fácil para brincar um pouco com as músicas ao vivo, tocar medleys e improvisar para obter uma reacção do público. As pessoas estão a gostar do disco e no futuro iremos continuar a apostar nesta direcção. Talvez o próximo álbum seja até mais melódico.»

Conceito: «”Afterlife” fala da vida que vivemos depois da morte. Aborda o facto de trabalhares arduamente para conseguires algo mas esqueces-te de ti todos os dias. Não sou uma pessoa religiosa mas penso que fomos engolidos por esta maneira de viver, pois não sabemos viver o presente, ou pelo menos não vivemos com o presente nas nossas preocupações. Resume-se tudo ao que queremos conquistar, ao que é necessário fazer para consegui-lo, e por vezes perdemo-nos nesta linha de pensamento e deixamos escapar todas aquelas pequenas coisas que são importantes. Todas as minhas letras relatam experiências pessoais. Falam de amor, demónios pessoais, pensamentos, medos, esperanças e outros sentimentos.

Sonoridade: «É como se eu quisesse acrescentar algo meu a todos os estilos diferentes que descubro. “Afterlife” é um disco com elementos da década de 1970, grunge e até mesmo flamenco. Se não acharem que isto é possível o melhor é mesmo ouvirem-nos!»

Review: Ouvindo temas como “A Million Suns”, tanto podemos ser atraídos a conduzir por uma estrada infinita deserto adentro como conseguimos simplesmente imaginar-nos sentados numa esplanada a beber uma cerveja enquanto apreciamos o que de melhor a vida nos pode dar. Claramente inspirados pelo rock clássico dos anos 1970, os Grim Comet também são capazes de incluir um certo sentido contemporâneo e alternativo que poderá a agradar a fãs de The Vintage Caravan ou Blues Pills.

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