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Gojira “Terra Incognita”: de uma cabana para o mundo

Fundados em meados dos anos 1990 como Godzilla, os franceses mudaram o nome para Gojira em 2001, ano em que lançaram o primeiro álbum “Terra Incognita”.

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Fundados em meados dos anos 1990 como Godzilla, os franceses mudaram o nome para Gojira em 2001, ano em que lançaram o primeiro álbum “Terra Incognita”.

Composto numa altura em que Joe Duplantier (voz, guitarra) estava a passar por uma crise, o músico, com raízes portuguesas, disse em 2012 numa entrevista à Revolver: «O meu pai ensinou-me a construir uma pequena cabana quando era miúdo. Tive uma crise aos 24 e comecei a construir uma cabana, a andar pelo bosque durante dois meses. Tinha uma namorada na altura, ela passou lá uma noite e disse: ‘Isto é maravilhoso.’ Morámos ali durante dois anos, com velas, a beber água do ribeiro, a cozinhar com fogo. Já tinha a banda e foi quando lançámos o nosso primeiro álbum. Muitas das letras para esse álbum vieram dessa experiência.»

Anos mais tarde, em 2016, por altura de “Magma”, Joe recordou “Terra Incognita” à Metal Hammer: «Naquela altura gostávamos principalmente de Sepultura, Morbid Angel e Death, mas também estávamos abertos a outras coisas. Lembro-me de ouvir muito Mike Oldfield quando estávamos a compor as músicas. Demorou cerca de três anos para compor este álbum, desde quando começámos a tocar juntos até quando decidimos gravar um álbum. As nossas letras eram realmente diferentes – muitas das músicas eram sobre amor e confiança e como nos tornarmos uma pessoa melhor. Portanto, definitivamente não éramos malvados, mas as nossas principais influências musicais eram as bandas malvadas. [risos] É uma mistura interessante. Ouvir este álbum agora parece estranho, mas desde que o remasterizámos e o reeditámos recentemente, tive de ouvi-lo para ter certeza de que não havia erros e coisas assim, e gostei muito, embora quase temesse ouvi-lo. Fiquei a pensar: ‘Éramos tão novos, não éramos coesos e o som da guitarra é horrível e tem muito low-end’, e isto e aquilo. Adoro o som da tarola neste álbum. A bateria soa muito, muito bem. Os microfones suspensos estão um pouco saturados, mas dá uma sensação muito porreira. Em termos de som, acho que a bateria é a melhor coisa no álbum.»

No anos seguintes, os Gojira tornar-se-iam uma das bandas metal mais respeitadas do mundo, tanto pela forma como criaram uma nova abordagem ao death metal como pelas preocupações ecológicas que lhes valeu o rótulo de eco-metal.

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