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Gods of Decay: sombrio e assustador

Uma individualidade única e assustadora.

Origem: Japão
Género: post-grunge / gothic metal
Novo lançamento: “Collective Psychosis” (2021)
Editora: Sliptrick Records
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Do Japão, Frost e os seus Gods of Decay trazem uma visão peculiar da música negra que une grunge, nu-metal e gótico.

«Toda a obra de arte é um retrato da humanidade.»

Novo lançamento e objectivos: «É um entrelaçamento eclético de géneros, estilos, sons, ruídos, imagens, ideias e palavras. O nosso objectivo é fazer algo que ninguém tenha feito antes e acredito que conseguimos alcançar a individualidade e originalidade que a banda tem procurado.
Quando componho, foco-me sempre na melodia em primeiro lugar. Tentei dar o meu melhor para fazer com que todas as 13 músicas deste álbum fossem o mais diferentes possível, seja em termos de melodia, ritmo ou mesmo ruído. A atmosfera do álbum é sombria e assustadora, revelando a escuridão interior dos seres humanos. Esperem grandiosidade.»

Conceito: «Musicalmente, queria criar um universo de som multifacetado que englobasse os opostos e os unisse. Queria algo paradoxal, mas harmonioso, fundindo uma variedade de géneros, mas ao mesmo tempo mantendo o som o mais cru e natural possível. Queria criar uma obra de arte cujo conceito principal seja sinceridade e naturalidade.
Foi muito difícil acostumar-me a compor em géneros aos quais não estava acostumado, mas tentei ser flexível e aceitar as ideias da Anna e do Yorke, e o resultado foi lindo.
Apesar de estar habituado a tocar grunge e nu-metal, provei ser um guitarrista versátil que consegue tocar qualquer coisa, como riffs rápidos e linhas de guitarra-solo de alto ritmo, aprimorando e melhorando as minhas habilidades técnicas. Diria que o processo de composição deste álbum se tornou uma jornada pessoal.
Quanto às letras, é a Anna que as escreve. Ela estudou literatura e, obviamente, isso teve impacto na forma como brinca com as palavras. As suas letras são muito ‘cinematográficas’ e transmitem imagens vívidas. Ela usa muitas metáforas, então muitas das coisas sobre as quais canta não são o que parecem à primeira vista. Ela acredita que as letras são um mistério que o ouvinte tem de desvendar. São escritas de uma maneira que permite que todos encontrem algo com o qual se consigam ligar. Afinal, toda a obra de arte é um retrato da humanidade.»

Sonoridade e composição: «Geralmente procuro uma melodia grave semelhante à usada por Korn, Tool, Deftones. No entanto, entre as músicas que componho, há muitas melodiosas que são influenciadas por bandas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Stone Temple Pilots. Na bateria, usamos pedais duplos, como os encontrados em Lamb of God, Slipknot e outras bandas de som pesado. Para além disso, usamos samples e som digital que lembram vagamente bandas como Ministry e Nine Inch Nails. Até tentámos adicionar um pouco de rap para criar uma música nos moldes de Linkin Park. Finalmente, temos uma música acústica como a última do álbum
Portanto, tentamos nunca aderir a apenas um padrão e desafiamo-nos numa variedade de géneros, ao mesmo tempo que somos sempre fiéis a uma atmosfera musical e estilo próprios.»

Review: Interlaçando vários subgéneros do metal e algumas noções grunge, os Gods of Decay oferecem uma experiência intensa e claustrofóbica a tempos. Há toda uma ala negra e desconcertante que acaba por ofuscar (intencionalmente, parece-nos) os possíveis rumos mais melódicos, criando-se todo um paradoxo belamente confuso. A individualidade dos Gods of Decay é única e assustadora.

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