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Goatess “Blood And Wine”

“Blood And Wine” é para ouvir e desfrutar!

Editora: Svart Records
Data de lançamento: 27.09.2019
Género: doom metal
Nota: 5/5

É muito perceptível quando uma banda está destinada ao sucesso. Ora, os Goatess foram e sempre serão destinados a um sucesso sem fronteiras com uma frequência evolutiva, que parece ser cada vez mais toado um rock muito doom e que se concentra fortemente nos poderosos riffs de guitarra, num baixo consistente e numa bateria impiedosa. O ano de 2019 é decerto de confirmação para o grupo sueco, que tomou o cenário do rock e metal de assalto. Nascidos em 2009, “Goatess”, de 2013, e “Purgatory Under New Management”, de 2016, foram um mote fortíssimo para o seu novo disco de estúdio intitulado “Blood And Wine”.

O quarteto não vai de modas e disponibiliza uma receita de doom rock/metal cheia de energia com a excelente faixa “Goddess”, que abre as hostilidades para um álbum cheio de peso. À semelhança dos dois lançamentos de estúdio anteriores, os Goatess adoram criar um stoner/doom rock lento e, de certa forma, suave. A banda recusa-se a desligar os amplificadores e mantém a mesma sonoridade com faixas longas e com toques de progressivo. Liricamente, o quarteto não enriquece o género desenvolvido por outras grandes bandas, como The Sword e Baroness, mas proporciona letras e conceitos inteligentes que se centram fundamentalmente no caos e destruição.

Curiosamente, os Goatess conseguiram fazer algo muito difícil no mundo do stoner/doom rock (com toques de progressivo): produzir um álbum tão uniformemente cheio de qualidade. Referir faixas seria quase menosprezar uma tracklist tão rica em peso e criatividade; no entanto, é verdade que existem algumas que se destacam, como é o exemplo do referido tema de abertura, a imponente “Dead City”, a heavy “Dunerider” – com um arranjo instrumental absolutamente épico –, e a cavalgante e incrível faixa homónima que é um excepcional hino ao stoner rock. No entanto, o restante longa-duração fornece uma viagem de 65 minutos absolutamente aterradora, mas no bom sentido.

O já experiente quarteto sueco prova de novo o seu valor num disco que será, decerto, um dos melhores discos do ano, e um dos cinco maiores do stoner/doom rock. Neste terceiro álbum, o grupo já inclui mais elementos contemporâneos à sua sonoridade, apesar de isso ser já habitual, e o heavy metal clássico continua a ser uma enorme influência no som da banda, sobretudo em termos de arranjos instrumentais e conceito estrutural.

“Blood And Wine” tem tudo o que é de fantástico no stoner rock / doom metal, pois enche-nos as medidas e faz-nos querer ouvi-lo várias vezes, sendo daqueles lançamentos que melhoram a cada audição. O álbum parece melhor do que os anteriores, mas a qualidade é acerrimamente aproximada, conseguindo conter uma diversidade incrível com músicas épicas, longas e curtas. “Blood And Wine” é para ouvir e desfrutar!

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