O som é como o nome da banda: cru, implacável, chocante e vibrante. Go Ahead And Die “Go Ahead And Die”

Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 11.06.2021
Género: metal / hardcore / punk
Nota: 3.5/5

O som é como o nome da banda: cru, implacável, chocante e vibrante.

O currículo de Max Cavalera não é só vasto, sendo mesmo importante para a evolução do metal. Depois do passado com Sepultura e os fugazes Nailbomb, o brasileiro radicado nos EUA continuou a reinar com Soulfly, Cavalera Conspiracy e o supergrupo Killer Be Killed, adicionando agora ao seu leque de projectos os Go Ahead And Die com o filho Igor Amadeus (voz, guitarra, baixo) e com o amigo Zach Coleman dos Khemmis (bateria).

O som é como o nome da banda: cru, implacável, chocante e vibrante. Nesta estreia homónima vinda da mente criativa de Igor Amadeus, a ligação de sangue com o pai é evidente, não só na forma bruta como surgem os riffs mas também no palpável desdém por uma sociedade moderna que está doente pela pandemia, religião fanática, polícias corruptos, políticos sem escrúpulos e destruidores da Natureza.

Não vamos estar com rodeios: Go Ahead And Die não é o futuro do metal, nem a coqueluche da qual se falará semanas a fio. Contudo, e tendo-se em conta que o nome Cavalera está envolvido, é o reflexo de natos criadores musicais que conhecem as raízes às quais não só querem prestar homenagem como pretendem mantê-las vivas. “Go Ahead And Die” é furioso, maldoso e com um espírito extremo que reúne metal, hardcore e punk directo ao longo de 11 faixas de arrancar dentes e deslocar ombros – isto ao vivo deverá ser… Nem há palavras!

Em última análise, este trio é rudimentar mas cativante – possivelmente a cena mais bárbara desde Nailbomb. E talvez o saibam. Mas convenhamos: para quê inventar em demasia quando o legado é inegável e o poder do riff punk é só por si galvanizante? Não há pretensiosismos e é a honestidade que domina, por isso biqueira d’aço e volume a topo!