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Giger: brutal doom

Os Giger criaram o seu próprio monstro, ao fundir os melhores elementos de géneros tão distintos como o doom e o death metal. O resultado está à vista no álbum de estreia “Submit to Reality”.

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Género: sludge/doom metal
Origem: Estados Unidos
Último lançamento: “ Submit To Reality” (2019)
Editora: Sepulchral Silence
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Os Giger criaram o seu próprio monstro, ao fundir os melhores elementos de géneros tão distintos como o doom e o death metal. O resultado está à vista no álbum de estreia “Submit to Reality”.

«As pessoas podem esperar uma mistura de sludge, doom e death metal, aquilo a que gostamos de chamar brutal doom.»

Sobre o último trabalho: «Queríamos um disco que ficasse acima dos discos de metal modernos; um disco que mostrasse o amor que temos pelas bandas que nos influenciaram mas também que nos permitisse impulsionar este género musical. Também queríamos ganhar algum dinheiro. As pessoas podem esperar uma mistura de sludge, doom e death metal, aquilo a que gostamos de chamar brutal doom.»

Temática: «Ainda que não haja um conceito específico apresentado ao longo do disco – uma vez que cada faixa é única, tanto a nível lírico como temático -, ao compor estes temas tivemos a esperança de criar algo cujo significado fosse extraído da nossa resiliência através da perda, desentendimentos e especialmente da apatia que nos rodeia e que deriva da complacência. Sentimos que as nossas músicas são um triunfo sobre todas estas coisas.»

Brutal doom: «Os Black Sabbath, Sleep, Crowbar, Acid Bath, Slayer, Autopsy, Exhorder, Suffocation e Obituary são as nossas maiores influências enquanto banda, especialmente neste álbum. Todas estas bandas, à sua maneira, criaram temas pesados que foram além da estrutura típica, mantendo-se na mesma catchy. Queríamos compor músicas da mesma forma. Parte do nosso processo em passar de uma banda stoner para o brutal doom assentou no facto de querermos incorporar elementos mais rápidos e apresentar riffs e faixas mais dinâmicas. O nosso guitarrista Mac apresenta um tom mais death metal enquanto que o Weed está mais próximo de uma sonoridade doom metal. O meu [Avery] tom no baixo é quente e incisivo, algo que vou buscar a Crowbar, Acid Bath e Suffocation. O nosso baterista Tristan é mais rígido e apresenta uma influência forte de Slayer. Depois, a forma como projecto os vocais é semelhante à de Al Cisneros, dos Sleep, ainda que tente incorporar uma variação mais melódica como o Ozzy Osbourne fazia nos Black Sabbath ou Dax Riggs nos Acid Bath. Quanto aos berros/growls, tento fazer algo parecido ao Chris Reifert dos Autopsy. Basicamente procuramos combinar e experimentar com aquilo que há de melhor no sludge/doom e no death metal.»

Review: Sim, o nome da banda vem directamente do surrealista suíço que ficou conhecido pela saga “Alien”. No entanto, o conceito deste grupo de sludge/doom metal vai para além disso, com temas intitulados “Rasputin” ou “Hasheeshian”. Sonicamente, os norte-americanos são arrastados, pouco dados a melodias amigáveis, têm groove (guitarra versus baixo é uma maravilha) e tanto nos colocam no deserto seco como numa mansão húmida e velha. Em suma, os Giger querem submeter-nos à sua realidade.

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