#Guitarrista

Subsolo

Fragmentum: o progresso como bússola

Após uma digressão norte-americana com os titãs Children Of Bodom, os belgas Fragmentum enfrentam 2020 com um sentido de novos e mais altos vôos.

Origem: Bélgica
Género: melodic doom/death metal
Último lançamento: “Pugnacity” (2019)
Editora: Into Records
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: João Correia

Após uma digressão norte-americana com os titãs Children Of Bodom, os belgas Fragmentum enfrentam 2020 com um sentido de novos e mais altos vôos.

“Ao ouvires as nossas músicas conseguirás distinguir muitas influências sem soarem a cópias.”

O que esperar: «O nosso objectivo com este álbum era elevar as nossas capacidades a um nível superior. Enquanto escrevíamos, sentimos que as músicas eram boas, mas, ao introduzir novas ideias, pausas durante a composição e purificação dos solos, as músicas tornaram-se muito mais maduras. Enquanto gravávamos e misturávamos as músicas no nosso estúdio Fragmentum, frequentámos cursos, lemos livros e comprámos equipamentos de áudio de alta qualidade. Ao ouvires as nossas músicas conseguirás distinguir muitas influências sem soarem a cópias. É por isso que definimos a nossa música como doom/ death metal melódico, mas também escrevemos algumas secções rítmicas progressivas e complexas.»

Conceito: «Essencialmente, a nossa faixa-título “Pugnacity” contém encerra o significado integral do disco. Com pugnacidade apontamos a luta interna que as pessoas às vezes têm, mas também a reacção imprevisível delas a situações inesperadas. Até a pessoa mais pacífica pode reagir de forma estranha numa situação tensa. As pessoas precisam de reflectir sobre a sua aptidão inerente. Uns ficam perplexos, outros fogem e outros ainda tornam-se mesmo agressivos. É imprevisível e eu gosto de descrever esse exacto momento de espanto.»

Influências: «Claro que tínhamos em mente um som que tentávamos atingir, mas é sempre bom comparar com música moderna para que saibas em que direcção deves seguir sem tentares ser uma cópia de mais alguém. Às vezes, ainda experimentamos testando sons e adaptando-os um pouco. É assim que trabalhamos. A evolução nunca pára, logo, por que deveríamos nós parar? Durante a gravação, chega a um ponto em que precisas de ter uma versão final e trabalhar com o que tens. Prefiro as bandas mais progressivas ou aquelas com um som ou abordagem verdadeiramente original. Gosto dos álbuns com algumas camadas, o que significa que, quando ouves um disco várias vezes, ouves cada vez mais detalhes. Isto não significa que necessitam de ser ultraprogressivos. Para nós, escrever músicas e definir o nosso som final é a procura por um bom equilíbrio. O Gunnar e eu podemos ter opiniões muito diferentes um do outro, mas tentamos sempre  encontrar o equilíbrio entre os dois.»

Facebook

Apoia a nossa causa

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021