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Fathom Life: nova vida

Quando ficamos sozinhos só temos duas opções: definhar ou pôr mãos à obra. Marcus Jagdell escolheu a segunda hipótese e como Fathom Life lançou o EP de estreia “Sovereign”.

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Origem: Suécia
Género: prog rock/metal
Último lançamento: “Sovereign” (EP, 2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

Quando ficamos sozinhos só temos duas opções: definhar ou pôr mãos à obra. Marcus Jagdell escolheu a segunda hipótese e como Fathom Life lançou o EP de estreia “Sovereign”. O sueco apresenta-se imediatamente abaixo.

«Há muito coração e desejo de realizar algo de bom neste lançamento.»

Objectivos: «O objectivo com o lançamento de “Sovereign” era completar um álbum em que eu compus tudo. Algo que nunca tinha feito antes como vocalista de uma banda. A banda em que eu participei durante oito anos acabou e fiquei com uma opção: se quisesse continuar a fazer música, teria de fazê-la por conta própria. Então comecei a tocar muito mais guitarra e, eventualmente, surgiram músicas que consegui gravar com a ajuda de um amigo que tinha material de estúdio adequado. Demorou um pouco desde as gravações das demos às músicas finalizadas, mas, com este lançamento, espero que alguns bons riffs e melodias cativem as pessoas. Há muito coração e desejo de realizar algo de bom neste lançamento.»

Conceito: «O álbum é sobre o engano da humanidade em relação à Terra e a nós mesmos. Tanto nos aspectos ambientais como dentro de nós mesmos. Na capa do álbum há uma lula gigante a puxar a lua para a Terra – é uma visão da Terra a lutar contra a humanidade por causa de como vivemos nos tempos modernos.»

Composição e referências: «Como muito do rock e metal progressivos, gosto de guitarras distorcidas misturadas com guitarras acústicas e algumas peças de sintetizadores aqui e ali. Quando comecei a escrever o álbum, compus apenas partes acústicas, e o primeiro objectivo passava por criar mais músicas acústicas e um disco calmo. Eventualmente, tive ideias para temas maiores, e quando os riffs começaram a aparecer com as guitarras eléctricas também aceitei essas ideias. De seguida juntei tudo o que achava ser o melhor. Como referência, gosto muito de Opeth, Iron Maiden e Ghost, mas também de Arjen Lucassen e Ayreon. E mesmo que não esteja nem perto dessas bandas em termos de composição, ainda acho que parte dessas influências pode ser ouvida nas músicas.»

Review: Projecto solo de Marcus Jagdell, Fathom Life é metal progressivo descomplexado e que tanto tem ares de Ghost como de cantautores de música folk, ainda que esteja firmemente implantado no metal e no prog rock. Trata-se de um esforço corajoso e ousado por parte de quem não tem medo de enfrentar o mundo apenas com a voz e guitarra – afinal, quantas ‘apenas vozes e guitarras’ é que não conhecemos que mudaram o mundo, de Elvis a Dylan? Exercício interessante e algo invulgar, tanto que queremos ouvir mais deste senhor.

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