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Fabulae Dramatis: dramatismo em forma musical

Em constante aprendizagem e evolução, os Fabulae Dramatis estão a preparar um terceiro álbum, mas já nos deram um gosto do será com o single “The City (Translucent). A vocalista Isabel Restrepo conta-nos tudo.

Origem: Bélgica
Género: prog metal
Último lançamento: “The City (Translucent)” (single, 2020)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Em constante aprendizagem e evolução, os Fabulae Dramatis estão a preparar um terceiro álbum, mas já nos deram um gosto do será com o single “The City (Translucent). A vocalista Isabel Restrepo conta-nos tudo.

«O nosso objectivo com este novo single é apresentar o som da nossa nova banda, que é mais progressivo do que avant-garde.»

Objectivos: «“The City (Translucent)” é o nosso trabalho mais recente, lançado neste ano, no dia 3 de Julho. É um single que também será incluído no nosso terceiro álbum. O nosso objectivo com este novo single é apresentar o som da nossa nova banda, que é mais progressivo do que avant-garde. Muito diferente dos nossos álbuns anteriores. As pessoas podem esperar melodia moderna com padrões de bateria inspirados na percussão étnica da Europa Oriental, riffs poderosos e solos prodigiosos, linhas de baixo groovy, instrumentos como harmónio, rainmaker, maracas, sintetizadores, grunhidos, vozes limpas e coros de blues-jazz. Tudo envolto em pulsações rítmicas e melodias harmoniosas.»

Conceito: «O próximo trabalho é um álbum conceptual. Cada música tem uma história que interage com outra para finalmente se formar uma maior.
O single “The City (Translucent)” representa a transparência no nosso álbum. É sobre um lugar onde todos os indivíduos são invisíveis porque perderam o interesse pela sua humanidade. Perderam a sua bondade e liberdade. Andam como robôs automatizados porque não conseguem pensar e decidir por si próprios. Não estão cientes do seu ambiente tóxico e, portanto, são dominados por energias poderosas. O próprio poder manipula as suas acções até que despertem e se libertem.
Queremos comunicar com o nosso público através da música. Ainda que seja uma forma de auto-expressão, queremos incluir aqueles que querem ouvir. Este single é apenas o começo do que estamos a preparar. Incluímos as influências sociais, filosóficas e musicais de cada músico para darmos uma personalidade específica ao nosso som. Acreditamos que muitas pessoas também se conseguem identificar com isso. Portanto, queremos compartilhar isto com o mundo.»

Percurso: «Quando começámos com Fabulae Dramatis em 2011, a nossa intenção era apenas fazer música sem nenhum objectivo a não ser fazer experiências com o nosso gosto musical. Era um projecto de estúdio e não pensamos em possíveis questões práticas. Tínhamos 15 músicos de todo o mundo. O nosso álbum de estreia foi lançado em 2012. Era vanguardista/progressivo e muito experimental. Tinha muitos instrumentos e vozes diferentes.
Com o segundo álbum, “Solar Time’s Fables”, decidimos gravar em apenas um estúdio aqui na Bélgica. Foi misturado pelo Bart van Lier no High Lake Hill Studio e masterizado por Jens Bogren no Fascination Street Studios. Tivemos um total de 11 músicos. Foi lançado em 2017 durante o nosso concerto de estreia. Com apenas cinco músicos conseguimos oferecer ao público a complexidade deste álbum. Preparámo-nos durante um ano para trazer a nossa música ao cenário ao vivo. A partir desse momento, fizemos a transição do estúdio para uma banda ao vivo.
Houve algumas mudanças na nossa formação básica. Antes tínhamos vários bateristas como músicos convidados. Com Teo Dimitrov como baterista, começámos a construir um som específico para a banda. Com os acordes harmoniosos de Daniel Diaz, as linhas de baixo profundas de Kris Depuydt, os meus grunhidos, vozes limpas e instrumentos adicionais estamos a dar uma direcção mais progressiva desta vez. Mantemos aqui e ali alguns elementos de vanguarda que caracterizam o nosso estilo desde o início, mas abraçámos uma nova perspectiva musical definida, porém mais agressiva.
Referimo-nos sempre aos géneros musicais como referência, pois pretendemos descobrir a nossa própria forma musical. É por isso que Fabulae Dramatis é tão difícil de classificar em apenas um género musical. Da música neoclássica a sons folk de diferentes culturas, ao metal tango, ao jazz, ao death metal melódico, ao metal progressivo, podem encontrar afinidade com o nosso som. A nova música de Fabulae Dramatis tem uma linha que é mais fácil de digerir, mas não somos bons a atribuir rótulos às nossas músicas. Portanto, o público deve ouvir o resultado final para ter a ideia completa.»

Review: Três anos depois do segundo LP “Solar Time’s Fables”, os belgas reemergem com um single que condiz com o nome que carregam. Orientados ao avant-garde metal e ao progressivo – que andam sempre de mãos dadas –, o grupo mistura a voz limpa e o berro numa composição com picos e vales, com momentos de simplicidade metal e segmentos mais complexos. Há toda uma história para se contar sobre uma cidade e é isso que fazem.

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