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Enraged Monkeys: sem compromissos!

Foto: Lars Pamler

Origem: Alemanha
Género: thrash/death metal / hardcore
Último lançamento: “No Compromise” (2021)
Editora: Hicktown Records
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Quem não gosta de música pesada sem rodeios? É isso mesmo, e muito mais, que os Enraged Monkeys trazem. Som ao máximo, muita vontade de abanar a cabeça e arreganhar os dentes é tudo o que pedimos.

«Estamos todos vivos, mas mortos. Acordem já, seus idiotas! Esmaguem essas lembranças, senão elas matam-vos! Só depende de nós! Caraças, não há cá compromissos!»

Último lançamento: «As músicas não são peças de prog metal que possas ouvir silenciosamente numa sala solitária. Toda a energia das músicas revela-se na sala de ensaio e no palco. Para se captar esse poder, optámos por gravar o álbum em modo ao vivo, sem nenhum clique ou segurança. Aqui e ali, guitarras ou letras levaram com overdubs, mas, basicamente, o objectivo era gravar um álbum sujo, cru e poderoso. A fim de se dar à peça uma porção extra de murro, usámos um gravador Studer A80 antes da masterização. No final, temos um álbum muito amadurecido que realmente te pontapeia o cu!»

Conceito: «Os textos servem para despertar, para irromper, um fim aos compromissos imundos e um fim ao apego a valores falsos e enganosos. Estamos todos vivos, mas mortos. Acordem já, seus idiotas! Esmaguem essas lembranças, senão elas matam-vos! Só depende de nós! Caraças, não há cá compromissos!
A capa? Um macaco – o que mais podia ser? A capa apresenta um retrato de um macaco com um olhar calmo. Um mundo em chamas reflecte-se nos seus olhos bem abertos e um novo mundo pode ser previsto. Uma nova era em que a ignorância, a intolerância e o ódio são pecados mortais!»

Sonoridade: «Monkeycore é um subgénero musical que combina elementos de thrash metal, death metal, doom metal e vários outros elementos do heavy metal. Monkeycore carece de características restritivas e rigorosas, tornando-se difícil utilizar um rótulo. O denominador comum é que o público é confrontado com músicas que vão direitas aos queixos.
As estruturas musicais costumam usar padrões doomy e ascendentes que vão de notas limpas a acordes até sons mais pesados com distorção crescente e blast-beats. Os riffs cativantes e pesados são acompanhados por shredding melódico, desempenhando papéis essenciais nos refrãos da maioria das músicas. As letras lidam com vários tópicos – geralmente contêm temas sócio-críticos ou autocríticos e são apresentadas por passagens limpas-agressivas e berros que agarram o público.
Os ritmos do monkeycore e o rigor que aumenta lentamente, especialmente em concertos, convidam a um headbanging meditativo que se transforma em mosh e, eventualmente, é tudo descarregado num circle-pit ou wall of death.»

Review: Combinando vários elementos da música extrema – como punk, thrash, death e, porque não?, black -, estes alemães não fazem prisioneiros e cada riff ou cada berro é oferecido com urgência e contundência. O headbanging e o mosh são obrigatórios, mesmo que estejamos sozinhos, tamanha a veemência de músicas pontuadas por uma agressividade espontânea e cativante. Sujos e crus, mas ainda assim perceptíveis, os Enraged Monkeys estão cá para abrir a arena do descompromisso perante regras e padrões. Volume alto!

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