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Demonic-eyed: no olho da tempestade

Para os Demonic-eyed, música é mais do que apenas som. É através do que compõem que estes eslovacos tentam descobrir um amanhã melhor.

Género: thrash/groove metal
Origem: Eslováquia
Último lançamento: “Demonic-eyed” (2019)
Editora: Crashsound Distribution
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Para os Demonic-eyed, música é mais do que apenas som. É através do que compõem que estes eslovacos tentam descobrir um amanhã melhor.

«Quero sonhar grande, sentir-me livre, respeitar a natureza, dormir menos e escrever mais…»

Objectivos
Luboshio: «O nosso maior desejo é partilhar a nossa música com as pessoas. Não esperamos nada de especial, só queremos que nos ouçam e que tenham as vossas próprias opiniões sobre as nossas músicas e letras. Não estamos interessados ​​em fama, apenas gostaríamos de divulgar a nossa mensagem. Não sou um jovem, tenho muita experiência (sou membro de uma banda eslovaca chamada Mäso há cerca de 22 anos – de momento está em hiato); por isso, estou principalmente interessado no valor artístico do nosso trabalho. Gostaria de me aperfeiçoar como pessoa e melhorar os outros também. Desejo trazer o compromisso e os tópicos que considero importantes até aos nossos ouvintes e até ao género metal também.»
Pa(e)tka: «Sem expectativas, sem decepções. Se esperas algo, podes surpreender-te se não conseguires o que desejas. A combinação de músicas e letras pode ser inesperada, mas esse é o nosso objectivo. Escutar, parar e pensar fora da caixa.»

Conceito
Luboshio: «Considerando a música, não há uma concepção estruturada. Criei todos os riffs num mês. Então, talvez haja um tempo e uma concepção intuitiva, mas não uma programática. Basicamente, há riffs directos feitos em media-res. Principalmente são de thrash/groove, dispostos de forma simples e fácil. Há uma abordagem hardcore usada nos arranjos. Eu queria que todas as músicas tivessem um objectivo. Também podemos falar de uma concepção percussiva porque o critério mais importante para a criação de música foi um sentimento percussivo de canções. A música intitulada “Demonic-eyed” é um óptimo exemplo dessa abordagem. Apesar de a música não ser muito rápida, tentamos preenchê-la com uma grande quantidade de energia. As letras encaixam-se perfeitamente no tom musical. Falam sobre Chernobog, um pária entre os deuses. O seu retrato, desenhado por Robo Ivan, um respeitado artista e meu amigo, está na capa do álbum.»
Pa(e)tka: «Música de qualidade precisa de letras de qualidade. O Luboshio é um tipo muito exigente, por isso tentei expressar o meu ponto de vista e cumprir as suas ideias também. Começámos a conversar, concordámos com os tópicos e trabalhei neles enquanto ouvia o som inspirador da sua guitarra. Gostei muito desse desafio! A escuta perceptiva mostrará mensagens ocultas em todas as músicas do álbum.»

Sonoridade
Luboshio: «O nosso som surgiu de dois pontos de partida. Uma vez que sou membro dos Mäso, tentei seguir a minha experiência anterior, porque isso parecia ser natural para mim. Além disso, quando comecei a experimentar novas ideias, o meu objectivo era mudar a minha abordagem tradicional de produção musical (por exemplo, afinações alternativas de guitarra e baixo) e encontrar uma nova imagem aceitável para fãs de metal e miúdos do hardcore. Seguintemente, e tão natural também para muitos outros músicos de metal, criaram-se músicas que se ajustassem à minha personalidade como músico. Gostaria de sacar o melhor de mim mesmo, algo que me satisfaça, independentemente das expectativas das pessoas. Faço o que o meu coração e a minha mente me dizem para fazer; é uma questão de filosofia pessoal, crença e naturalidade.»

Letras
Pa(e)tka: «Natureza, ambiente, vida com todos os altos e baixos, sociedade, liberdade, História, silêncio, música em geral e, claro, a música do Luboshio. Considerando a literatura, a poesia confessional, o simbolismo, o naturalismo e a ficção mítica são os géneros em que me encontro, mas não há nenhum autor específico que eu possa mencionar como uma grande influência na minha escrita. Também adoro artes visuais. Tento perceber o mundo com todos os cinco sentidos. Olho para as letras como poesia. E a poesia é uma linguagem poderosa quando combinada com uma música poderosa.»

Futuro
Pa(e)tka: «Quero sonhar grande, sentir-me livre, respeitar a natureza, dormir menos e escrever mais…»
Luboshio: «Gostaria de ser saudável, viver em harmonia com o mundo e com o que me rodeia, proteger a natureza, dar concertos, trabalhar em novas músicas e letras. As minhas saudações a todos os fãs de metal em Portugal.»

Review: É entre o groove e o thrash metal que esta banda eslovaca se coloca, com os seus riffs tensos que se desenrolam em breves leads orelhudos, sem omitirmos as linhas de baixo que acompanham esse ritmo frenético. A voz também se situa algures entre os dois subgéneros, havendo, por vezes, certas reminiscências de Phil Anselmo. Se em estúdio é intenso, ao vivo não desapontará.

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