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Death: se isto fosse um jogo, “Symbolic” era o boss final

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Não há bandas perfeitas nem intocáveis, mas os Death estão mesmo muitíssimo próximos desse estatuto. Não é qualquer banda que se dá ao luxo de ter uma discografia sobre a qual a crítica e os fãs se unem praticamente num só para levarem a boa-nova de cada disco a quem não acredita ou é céptico da posição endeusada que tem o malogrado Chuck Schuldiner.

Desde “Scream Bloody Gore” (1987) que Schuldiner só conhecia uma palavra – evolução – e, mesmo numa fase próxima do seu final, o norte-americano continuava a dar passos arriscados mas sempre em frente, como se testemunha em “Symbolic”, lançado a 21 de Março de 1995.

Basta fazer uma breve pesquisa na Internet para se perceber que “Symbolic” é muitas vezes identificado como o melhor álbum de death metal que o mundo viu e que está, como deverá ser óbvio, entre os melhores discos de sempre no vasto ambiente que é o metal na sua grandiosa generalidade.

Ainda que haja opiniões que possam mostrar o contrário – talvez de alguém distante da sonoridade e dos Death -, que apontam “Symbolic” como um álbum confuso devido às constantes mudanças de tempo, estrutura e riffs, a verdade é que este sexto trabalho atingiu níveis criativos nunca antes presenciados.

Não há bandas perfeitas nem intocáveis, mas os Death estão mesmo muitíssimo próximos desse estatuto.

Continuando a fugir das temáticas fortemente utilizadas no death metal (terror, sangue e tripas), Schuldiner tem em “Symbolic” mais um retrato da sociedade vista através dos seus olhos, mas desta vez a funcionar mais como uma premonição do que propriamente um relato de assuntos do seu presente.

Sonicamente, o tema-título é um dos mais conhecidos de Death, “Zero Tolerance” impõe alguns aspectos relacionados ao hardcore e “Empty Words” busca apoio no heavy metal. Depois, e mais detalhadamente, “Sacred Serenity” possui um lead melódico suportado por um riff robusto e um segmento de guitarra limpa a apoiar um breve solo melancólico, colocando os Death ainda mais no espectro do metal progressivo. Mais à frente, “1,000 Eyes” contém malhas cortantes e um solo magnânimo, não se podendo esquecer “Without Judgement” e “Crystal Mountain” que representam o lado mais melódico e sem medo dos Death se atentarmos à guitarra acústica no final da última faixa referida.

Décadas depois, o metal, com as suas bandas e fãs, mantém-se agradecido a discos como “Symbolic”, que continuam a influenciar gerações vindouras. Por outro lado, se dúvidas havia até 1995, este álbum colocou os Death num pedestal tão alto que dificilmente será igualado.

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